Rodrigo Paz toma posse na Bolívia, em meio à crise econômica e sob pressão internacional

Novo presidente assume após 20 anos de governos de esquerda, e promete reformas econômicas

Por Redação TMC | Atualizado em
Rodrigo Paz com faixa presidencial na sacada, acenando para população boliviana
(Foto: Claudia Morales / Reuters)

Rodrigo Paz assumiu neste sábado (08/11) a presidência da Bolívia, encerrando duas décadas de governos de esquerda, e herdando a pior crise econômica em 40 anos. Aos 58 anos, o líder de centro-direita recebeu o cargo de Luis Arce, ex-aliado e hoje rival de Evo Morales, sob chuva forte e clima de tensão no centro de La Paz.

Crise brava, dólar sumido e filas quilométricas

A posse ocorreu enquanto o país enfrenta escassez de dólares, falta de combustíveis, e filas para produtos básicos. O governo Arce queimou quase todas as reservas cambiais, para sustentar subsídios universais de gasolina e diesel, política que virou uma bomba fiscal. A inflação está em 19%, depois de atingir 25% em julho.

Paz venceu as eleições de outubro com o Partido Democrata Cristão, prometendo cortar mais da metade dos subsídios, e implementar um programa de “capitalismo para todos”, com foco na formalização da economia, redução de impostos, e menos burocracia.

Palco internacional cheio e racha total na esquerda

Mais de 50 delegações internacionais acompanharam a cerimônia, entre elas Christopher Landau (EUA) e os presidentes Gabriel Boric, Javier Milei, e Yamandú Orsi. A chuva não intimidou a forte presença policial ao redor do Palácio do Governo.

Do lado de fora, Evo Morales voltou a criticar o processo eleitoral e defendeu o voto nulo. O ciclo iniciado por ele em 2006 termina com economia fragilizada, queda da produção de gás, e filas intermináveis nos postos.

Paz quer aproximação com o Brasil e promete diálogo

Mesmo crítico do movimento de Morales, aliado histórico de Lula, Paz afirmou na campanha que pretende manter a Bolívia no Mercosul e no Brics. Ele também quer ampliar a cooperação econômica, e projetos de infraestrutura com o Brasil, que classificou como “principal parceiro estratégico”.

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