“Nesse caso especifico do ex-presidente Jair Bolsonaro, os motivos que optou-se pela prisão preventiva ter elementos concretos e contemporâneos, entendo que os requisitos da lei foram cumpridos”, disse o advogado criminalista e ex-Secretário de Justiça, Augusto Botelho nesta segunda-feira (24/11) durante entrevista na TMC.
Botelho ainda destacou que a justificativa para a decisão do Ministro Alexandre de Moraes não foi por causa da vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na última sexta-feira (21/11).
“Não é o fato da vigília em si que foi o elemento para justificar a prisão preventiva, mas a aglomeração próxima do local em que o ex-presidente está em uma prisão domiciliar poderia de certa forma influenciar ou impedir um monitoramento completo facilitando então, dentro de um contexto, que a possibilidade de fuga acontecesse. Isso é um elemento dentro de um contexto maior com outros fatos concretos, a gente não pode ficar na presunção”, disse.
O advogado ainda afirmou que a violação da tornozeleira pode dificultar o pedido de uma prisão domiciliar. “Defendo a possibilidade desse pedido por causa do histórico complicado de saúde, mas diante dessa nova ocorrência, pode sim dificultar a concessão desse direito que ele tem”, explicou.
