O Banco Central colocou em vigor, nesta semana (23/11), a nova regra do Pix que promete apertar o cerco contra golpistas e facilitar a devolução de transferências indevidas. A mudança turbina o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora consegue rastrear valores até quando os criminosos espalham o dinheiro por várias contas para esconder a origem.
MED agora caça dinheiro até em contas “de passagem”
Com a atualização, a devolução poderá vir não só da conta usada na fraude, mas também de outras que receberam o dinheiro depois — um avanço gigante, já que golpistas costumam “evaporar” os recursos em segundos. As instituições envolvidas nas transferências vão compartilhar dados entre si, permitindo que o valor seja recuperado em até 11 dias após a contestação feita pelo cliente.
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Segundo o BC, antes o MED quase sempre chegava tarde demais: quando o consumidor reclamava, a conta original já estava zerada, tornando a devolução inviável. Agora, o rastro das movimentações poderá ser seguido ao longo do caminho, reduzindo perdas.
Ainda é opcional, mas vira obrigatório em 2026
Por enquanto, bancos e instituições de pagamento escolhem se querem ou não usar o novo padrão. Mas, a partir de 2 de fevereiro de 2026, o MED ampliado passa a ser obrigatório para todos os participantes do Pix — inclusive fintechs e bancos digitais.
O mecanismo existe desde 2021, mas funciona apenas para fraudes comprovadas ou erro interno das instituições. Ele segue proibido para situações como briga comercial, confusão entre pessoas de boa-fé ou aquele Pix enviado errado por culpa do próprio usuário.
