Pelo menos 55 pessoas morreram e outras 279 estão desaparecidas após o incêndio mais mortal das últimas três décadas em Hong Kong atingir torres residenciais no distrito de Tai Po, nesta quarta-feira (26/11). As chamas tomaram prédios cercados por andaimes de bambu e telas verdes inflamáveis, enquanto moradores assistiam, em choque, ao avanço da fumaça pela região.
Resgates seguem enquanto fogo consome torres de 32 andares
Mesmo mais de dez horas após o início do incêndio, equipes ainda tentavam chegar aos andares mais altos do complexo Wang Fuk Court, que reúne oito blocos e mais de 2 mil apartamentos. Segundo as primeiras avaliações, a estrutura de bambu, tradicional na construção civil local, ajudou a propagar o fogo, embora a causa oficial ainda não tenha sido identificada.
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O líder de Hong Kong, John Lee, afirmou que um bombeiro está entre os mortos e que 29 pessoas foram hospitalizadas. Ele destacou que cerca de 900 moradores foram levados para abrigos e que a prioridade é controlar o incêndio, resgatar quem segue preso e iniciar apoio imediato às vítimas.
Moradores relatam desespero e cenário caótico
Entre os relatos, um homem de 71 anos desabou ao contar que sua esposa permanecia presa dentro de um dos edifícios. Já Harry Cheung, de 66, disse ter ouvido “um barulho muito alto” antes de ver o fogo se espalhar. “Nem sei como me sinto agora. Só penso em onde vou dormir esta noite”, afirmou.
O episódio é o pior incêndio desde 1996, quando 41 pessoas morreram em um prédio comercial no centro de Kowloon. A tragédia desta semana reacendeu o debate sobre o uso de andaimes de bambu, que começou a ser restringido pelo governo em março por questões de segurança.
Rodovias fechadas e trânsito em colapso após incêndio
O Departamento de Transporte informou que uma das duas principais rodovias da cidade, a Tai Po Road, foi totalmente fechada. Linhas de ônibus foram desviadas, aumentando ainda mais o caos no trânsito de uma das áreas mais movimentadas da região.
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Por Reuters
