Ao Vivo TMC
Ao Vivo TMC
InícioBrasilSonegação virou “estratégia” no setor de combustíveis, que soma...

Sonegação virou “estratégia” no setor de combustíveis, que soma dívida de R$ 207 bi

Instituto Combustível Legal revela que grupos empresariais escolhem não pagar os tributos, propositalmente, para lucrarem e promoverem concorrência desleal no setor

Operações que miram o setor de combustíveis, como a “Poço de Lobato”, deflagrada nesta quinta-feira (27/11), mostram que empresários passaram a adotar a sonegação de tributos como uma “estratégia de negócios” para lucrarem ainda mais ante a concorrência desleal com aqueles que dançam conforme a música. É o que diz o Instituto Combustível Legal (ICL), em nota divulgada após o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

O ICL é uma entidade que reúne diversos associados públicos e privados que atuam no setor de combustíveis no Brasil. O posicionamento de hoje, inclusive, cobra uma ação enérgica do Congresso para a aprovação de uma lei que combata, de forma mais eficaz, os chamados “devedores contumazes”, aqueles que acumulam dívidas propositalmente.

Siga a TMC no WhatsApp e fique por dentro das últimas notícias do Brasil e no mundo

Na prática, os recursos que quitariam as obrigações tributárias, segundo o ICL, são “utilizados em offshores, fundos exclusivos, importadoras irregulares e estruturas complexas de blindagem patrimonial”.

R$ 207 bilhões em dívidas

No dia 19 de novembro, o instituto revelou que empresas devedoras contumazes acumulam, atualmente, R$ 207 bilhões em dívidas ativas federais e estaduais.

“A ‘Operação Poço de Lobato’ mostra, mais uma vez, que estamos diante de um modelo de negócio baseado na fraude, com alto grau de sofisticação e impacto bilionário. Combater o devedor contumaz é essencial para proteger a concorrência leal e impedir que o crime continue avançando não apenas no setor de combustíveis, mas em todo o mercado formal brasileiro”, afirmou Emerson Kapaz, presidente do ICL.

Buscas em 6 estados

Mais cedo, o Grup Fit foi o alvo da “Operação Poço do Lobato”, com a participação de autoridades estaduais e da Receita Federal. Segundo a investigação, o conglomerado causou prejuízo de R$ 26 bilhões a diversos estados e União. Hoje, as buscas se concentraram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia e Maranhão.

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), os mais de 190 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, são suspeitos de integrarem organização criminosa e de praticarem diversos crimes contra a ordem econômica e tributária, lavagem de dinheiro e outras infrações.

Não pagava ICMS

O objetivo do grupo era afastar a responsabilidade de pagar o ICMS devido ao estado de São Paulo, estratégia detectada pela Secretaria da Fazenda. A investigação destaca que, mesmo com sucessivos alertas, as obrigações fiscais eram ignoradas.

Ilustração do Ministério Público de São Paulo sobre a organização do esquema investigado

Entre as medidas cautelares, a Justiça autorizou o bloqueio imediato de R$ 8,9 bilhões contra todos os integrantes do grupo empresarial. Em paralelo, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional adotou medidas para indisponibilizar R$ 1,2 bilhão da mesma organização.

A TMC pediu um posicionamento para o Grupo Fit, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

MAIS LIDAS

Notícias que importam para você

Deslizamento em Juiz de Fora (MG)

Quatro municípios atingidos por chuvas receberão R$ 11,5 milhões

Três cidades da Zona da Mata mineira (Ubá, Ouro Verde de Minas e Pequeri) e uma do Pará (Eldorado...
Professoras são demitidas por maus-tratos em creche pública no DF

Professoras são demitidas por maus-tratos em creche pública no DF

Mãe gravou áudios na mochila do filho de 2 anos; caso é investigado pela Polícia Civil e pela Secretaria de Educação
Uma mão segura um celular, cuja tela mostra o site do Prouni

Resultado da segunda chamada do Prouni já está disponível

Selecionados devem comprovar informações da inscrição até dia 13 deste mês
Juiz de Fora: animais vítimas da chuva precisam de um lar; prefeitura faz campanha

Juiz de Fora: animais vítimas da chuva precisam de um lar; prefeitura faz campanha

Pets disponíveis perderam os tutores na tragédia ou foram deixados para trás por famílias que precisaram sair às pressas das áreas afetadas por deslizamentos