A Copa Libertadores da América, oficialmente CONMEBOL Libertadores, ganhou esse nome para prestar homenagem aos grandes líderes das lutas de independência da América Latina. Foram eles, os famosos “Libertadores da América”, que ajudaram a emancipar países como Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Uruguai, Paraguai e Venezuela do domínio espanhol. A escolha não foi por acaso: quando o torneio foi criado (1960), a ideia era unir o continente pelo futebol assim como esses heróis uniram pela liberdade.
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Quem são os “Libertadores” que inspiram o nome?
Entre os principais nomes estão Simón Bolívar, José de San Martín, Antonio José de Sucre, José Artigas e Bernardo O’Higgins. São figuras que lideraram batalhas, revolucionaram governos e deixaram um legado tão forte que acabou virando o nome da competição mais importante do continente.
No espírito de integração sul-americana, os organizadores buscaram um título que carregasse simbolismo. Assim surgiu a Copa Libertadores da América, um torneio para celebrar os campeões e também a memória dos libertadores que mudaram a história política do continente.
Uma curiosidade pouco lembrada: apesar de homenagear a luta contra o domínio espanhol, a competição teve uma final realizada na Espanha, em 2018, quando o confronto entre River Plate e Boca Juniors precisou ser transferido para Madri após episódios de violência em Buenos Aires.
Sim: a Libertadores, que nasceu como símbolo da independência, acabou decidida justamente no país colonizador.
A história do nome ajuda a entender por que o torneio carrega tanto peso emocional, rivalidade e mística. Cada edição acaba sendo também um lembrete da identidade latino-americana e da paixão que só o futebol consegue traduzir.
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