Trump manda revisar asilo da era Biden e suspende imigração afegã após ataque em Washington

Tiroteio que deixou dois membros da Guarda Nacional em estado crítico vira estopim para ofensiva migratória mais dura do governo Trump

Por Redação TMC | Atualizado em
Trump discursando em frente a um microfone
(Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou uma revisão em massa de todos os casos de asilo aprovados durante o governo Joe Biden após o ataque em Washington, D.C. (27/11), quando um imigrante afegão, reassentado no país em 2021, atirou contra dois integrantes da Guarda Nacional. Um deles morreu nesta quinta-feira, reacendendo a pressão política em torno da imigração.

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Suspensão geral e revisão pesada

Logo após o ataque, o serviço de imigração americano (USCIS) suspendeu, por tempo indeterminado, todos os pedidos de estrangeiros afegãos. Nesta quinta (27/11), o Departamento de Segurança Interna (DHS) ampliou o alcance da medida: agora, todo asilo concedido durante a gestão Biden será revisado, incluindo o do próprio suspeito, aprovado já no mandato de Trump.

O diretor do USCIS, Joseph Edlow, afirmou que também fará um mutirão para reexaminar todos os Green Cards emitidos para cidadãos de 19 países considerados “de interesse” pelos EUA. A lista é a mesma da proibição de viagens restabelecida por Trump em junho, que inclui Afeganistão, Burundi, Laos, Togo, Venezuela, Serra Leoa e Turcomenistão.

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Trump endurece discurso e mira afegãos da era biden

Trump vem defendendo publicamente o “reexame total” dos afegãos que entraram sob Biden, argumentando que o país precisa “remover quem não traz benefícios aos EUA”. Seu governo já trabalha, desde terça-feira (26/11), numa revisão de 233 mil refugiados admitidos entre 20 de janeiro de 2021 e 20 de fevereiro de 2025.

O presidente também redefiniu, em outubro, o limite de refugiados para o ano fiscal de 2026: serão apenas 7.500 entradas, priorizando sul-africanos brancos da etnia Afrikaner. A decisão gerou forte reação de entidades de direitos humanos e opositores democratas.

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Morte de guarda nacional intensifica crise

Sarah Beckstrom, da Virgínia Ocidental, não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quinta-feira (27/11). Trump, em pronunciamento ao vivo, disse que ela era “altamente respeitada, jovem e magnífica”, citando o caso como prova de que o país “precisa agir com mais firmeza”.

A tragédia, somada à pauta migratória explosiva, reforça a guinada agressiva da Casa Branca, uma agenda que deve dominar Washington nas próximas semanas.

Com informações da Reuters

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