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Papa se reúne com líderes cristãos na Turquia e condena violência religiosa

Leão 14 disse que é um escândalo a falta de união entre os 2,6 bilhões de cristãos do mundo

Em visita à Turquia, durante sua primeira viagem ao exterior como líder da Igreja Católica, o papa Leão 14 condenou nesta sexta-feira (28/11) a violência em nome da religião. Em um evento histórico com líderes cristãos de todo o Oriente Médio, ele os incentivou a superar séculos de divisões acirradas.

Em uma celebração do 1700º aniversário de um importante concílio da Igreja com clérigos de alto escalão de países como Turquia, Egito, Síria e Israel, Leão considerou um escândalo que os 2,6 bilhões de cristãos do mundo não estivessem mais unidos.

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“Hoje, toda a humanidade, afligida pela violência e pelos conflitos, clama por reconciliação”, disse ele em uma cerimônia na cidade turca de Iznik, antes conhecida como Niceia, onde os primeiros cristãos criaram o Credo Niceno, ainda usado pela maioria dos cristãos atualmente.

“Devemos rejeitar veementemente o uso da religião para justificar a guerra, a violência ou qualquer forma de fundamentalismo ou fanatismo”, disse Leão 14, o primeiro papa norte-americano. “Os caminhos a seguir são os do encontro fraterno, do diálogo e da cooperação.”

A cerimônia desta sexta-feira – na qual os líderes da Igreja rezaram em inglês, grego e árabe, acendendo velas perto das ruínas subaquáticas de uma basílica do século 4 – é o principal motivo da visita de quatro dias de Leão 14 à Turquia, país de maioria muçulmana.

Leão, relativamente desconhecido no cenário mundial antes de se tornar papa em maio, está sendo observado atentamente em seus primeiros discursos no exterior, enquanto interage pela primeira vez com pessoas de fora da Itália, país predominantemente católico.

Mensagem de paz e fraternidade

Os cristãos estiveram em grande parte unidos durante o primeiro milênio, mas começaram a se dividir em diferentes denominações com o Cisma do Oriente e do Ocidente de 1054, quando as comunidades ortodoxa e católica se separaram.

Outras divisões abalaram o cristianismo nos séculos posteriores, incluindo a Reforma Protestante, que desencadeou uma série de guerras sangrentas por toda a Europa.

Leão disse aos clérigos nesta sexta-feira que, se os cristãos conseguissem superar suas diferenças, isso ofereceria “uma mensagem de paz e fraternidade universal que transcende as fronteiras de nossas comunidades e nações”.

Centenas de espectadores entusiasmados se reuniram no local à beira do lago onde o evento ocorreu.

Beatrix Cervantes, de 75 anos, uma francesa que vive na Turquia, disse que a visita do papa foi “muito importante”.

“Sejamos muçulmanos, católicos, ortodoxos ou de qualquer outra religião, o essencial é que vivamos juntos em paz”, disse ela à agência Reuters.

Leia Mais: Em primeira viagem ao exterior, papa Leão diz que conflitos põem humanidade em risco

Por Reuters

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