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Golpes à solta: o guia definitivo para sobreviver à black friday sem cair em armadilhas

Como evitar golpes na Black Friday

Oferecimento: Netshoes

A Black Friday chega com aquela enxurrada de descontos que coloca qualquer consumidor em modo “comprador profissional”. E é exatamente nesse cenário, entre carrinhos lotados e ofertas relâmpago, que golpistas se infiltram para tentar arrancar dados pessoais, dinheiro e o 13º de quem vacilar por dois segundos. Para não entrar nas estatísticas, especialistas reforçam cuidados básicos, alguns simples, outros indispensáveis, que podem salvar seu bolso.

O que mais gera golpe? Veja os sinais de alerta

Para facilitar a vida de quem vai às compras, reunimos um guia em tópicos com os golpes mais comuns e como evitá-los:

1. Preço bom demais? Desconfie.
Produtos pela metade do preço só naquele site “desconhecidão” costumam ser isca. Golpistas usam ofertas impossíveis para fisgar no impulso.

2. Olhe o endereço do site com atenção.
Verifique se começa com https e se o domínio não tem nomes suspeitos do tipo “oficial-loja-superdescontao.com”. Sempre prefira digitar o endereço no navegador em vez de clicar em links enviados por mensagem.

3. Fique esperto com perfis falsos no Instagram.
Poucos seguidores, anúncios em excesso e comentários bloqueados ou suspeitos são sinais comuns de golpe. Muitos vendedores somem logo após o pagamento.

4. Pesquise a reputação da loja.
Avaliações em plataformas como Reclame Aqui e Google ajudam a identificar histórico de sumiço de produtos, não entrega ou boletos falsos.

5. Escolha meios de pagamento seguros.
Priorize cartão de crédito ou serviços como PayPal e Mercado Pago. Desconfie de Pix urgente, cobrança de frete por Pix separado e transferências diretas.

Leia mais: Black Friday e Chat GPT: Como a IA pode ajudar os consumidores a fazerem compras

6. Evite anúncios que “brotam” no WhatsApp ou SMS.
Links enviados por desconhecidos, promoções repassadas por amigos que nunca falam com você e mensagens automáticas são armadilhas clássicas de phishing.

7. Verifique o CNPJ e as informações da empresa.
Lojas sérias disponibilizam CNPJ válido, endereço físico, telefone e política de trocas. A ausência desses dados acende alerta vermelho.

8. Confira o histórico de preços do produto.
O golpe da “metade do dobro” é comum. Use Buscapé, JáCotei e Pelando para comparar variações de preço nas últimas semanas.

9. Ative a autenticação em dois fatores.
Criminosos também tentam acessar contas de e-mail, aplicativos bancários e plataformas de compra. O 2FA reduz muito o risco.

10. Na dúvida… não compre.
Golpistas contam com pressa. Respire, feche o site e pesquise. A chance de evitar prejuízo cresce muito quando você desacelera.

Compras online: o que diz a lei e como se proteger

Além dos cuidados básicos, o Código de Defesa do Consumidor garante direitos importantes e que muita gente esquece na Black Friday. O principal deles é o direito de arrependimento: em compras feitas pela internet, telefone ou aplicativos, o consumidor tem até sete dias a partir do recebimento para desistir da compra, sem precisar justificar. O reembolso deve incluir o frete.

Outro ponto essencial é entender como funcionam as trocas. Lojas não são obrigadas a aceitar devolução de produtos sem defeito, a não ser que ofereçam essa política voluntariamente. Já itens com problemas têm prazos legais para solução: 30 dias para bens não duráveis e 90 dias para bens duráveis.

Para reforçar a segurança, especialistas recomendam criar senhas fortes e diferentes para cada serviço, usar cartão virtual quando disponível, tirar prints de todas as etapas da compra e registrar anúncios, condições e dados do vendedor. Esse material é fundamental caso seja necessário contestar a transação.

Como agir se desconfiar de golpe

Se o consumidor identificar comportamento suspeito de uma loja, cobrança irregular, produto não entregue ou anúncio enganoso, a recomendação é registrar reclamação imediatamente nos órgãos de defesa do consumidor ou nas plataformas oficiais de solução de conflitos. Prints, comprovantes e o histórico da compra são essenciais para comprovar o problema.

Leia mais: Black Friday e Chat GPT: Como a IA pode ajudar os consumidores a fazerem compras

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