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Black Friday vira “campeã de cilada” e especialista alerta para golpes mais sofisticados

CMO do Reclame Aqui explica por que a Black Friday segue lotada de armadilhas — e como escapar delas

Por Redação TMC | Atualizado em
Fachada de lojas na Avenida Paulista com ofertas da Black Friday
Câmera Fotográfica Black Friday promete injetar bilhões na economia, mas endividamento segue ativo. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

A Black Friday chega nesta sexta-feira (28/11) carregada de promoções e, como sempre, de ciladas que fazem o consumidor cair no “tudo pela metade do dobro”. Segundo o CMO do Reclame Aqui, Felipe Paniago, os dois campeões de reclamações continuam sendo maquiagem de preço e atraso na entrega — problemas que se repetem ano após ano na data.

Golpes mais inteligentes entram no jogo

De acordo com Paniago, confiar apenas no endereço do site já não garante segurança. A velha marcação “https://” deixou de ser prova de autenticidade, e golpistas têm criado páginas quase idênticas a lojas reais. Ele explica que o caminho mais seguro é evitar links de propaganda e usar o detector de sites do Reclame Aqui: “A gente analisa se a loja é confiável e se o site é golpe”, afirma.

Com o avanço da inteligência artificial, identificar fraudes ficou ainda mais difícil. Pesquisas da plataforma mostram que mais de 60% dos usuários não conseguem reconhecer golpes que usam vídeos falsos — inclusive com figuras conhecidas. “Infelizmente, a AI deixou tudo mais convincente”, diz o executivo.

E-commerce lota, entrega atrasa e consumidor reclama

Os dias seguintes à Black Friday continuam sendo os de maior número de reclamações. Segundo o CMO, muitas lojas vendem mais do que conseguem entregar e acabam mergulhando no caos logístico. “Tem empresa que promete entrega expressa e não consegue cumprir. O consumidor reclama — e com razão”, destaca.

Além disso, a antecipação das promoções para o mês inteiro já provocou uma onda de queixas. Só em novembro, o ranking do Reclame Aqui mostra crescimento expressivo em reclamações de atraso e pedidos não entregues.

Como fugir das roubadas

Paniago reforça que a Black Friday não é momento de fazer testes com lojas desconhecidas. A dica é simples: pesquisar. “Se você joga o nome da empresa e não acha nada, não arrisca. Vai na rede social, olha a reputação, entra no Reclame Aqui. Se não encontrou, não compra”, diz.

Entre as orientações, ele também aponta que comprar pelo aplicativo oficial das grandes marcas costuma ser mais seguro — desde que o usuário confira se o app é realmente o original. “Todo cuidado é pouco quando a data concentra tanto golpe”, afirma.

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