Nesta sexta-feira (28), a fabricante europeia de aeronaves anunciou que identificou a necessidade de atualização imediata de software em um “número significativo” de aviões da família A320 Family.
A medida foi classificada como ação preventiva segundo o comunicado.
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A ação inclui a emissão de um alerta formal aos operadores (Alert Operators Transmission – AOT) e será acompanhada por uma Diretiva de Aeronavegabilidade de Emergência da European Union Aviation Safety Agency (EASA).
O risco de radiação nos controles de voo
Mais de 6 mil aeronaves precisaram retornar com urgência à base.
Segundo o comunicado oficial da Airbus, a decisão foi tomada após análise de um incidente recente com um jato da A320 Family que mostrou radiação solar intensa que pode corromper dados críticos para o funcionamento dos controles de voo.
Procedimentos exigidos
A atualização atinge os modelos A319, A320 e A321 da A320 Family usados por companhias aéreas de diversos países, isso inclui o Brasil.
A maioria dos aviões precisam apenas de uma atualização no software, o que costuma ser um procedimento rápido e permite retorno à operação em poucas horas.
Mas, os modelos antigos precisarão de modificações de hardware no sistema de controle (conhecido como ELAC, Elevator and Aileron Computer). O que pode levar mais tempo para voltarem a circular

Aviso às companhias aéreas
A Airbus reconheceu que a ação preventiva pode causar disrupturas operacionais para passageiros e clientes.
Foi orientado pela empresa que os operadores cessem o uso de aeronaves vulneráveis até que todos os erros sejam corrigidos.
A320 no mercado
Seguindo a companhia, a família A320 é uma frota extensa e abrange voos de curta e média distância em várias regiões do mundo, o que torna o impacto potencial do recall muito relevante.
Com a atualização, a Airbus tenta garantir os padrões de segurança mesmo diante de fatores externos como a radiação solar.
Situação no Brasil
No Brasil, operadoras que utilizam A320 Family foram alertadas sobre o incidente e foi pedido para que as aeronaves sejam checadas.
Não há registro público, ainda, de paralisação de voos domésticos em função desse recall.
