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Correios buscam alternativas após Tesouro negar empréstimo de R$ 20 bi

Estatal inicia novas negociações com Ministério da Fazenda para viabilizar recursos financeiros. Haddad condiciona apoio à aprovação de plano de recuperação da empresa.

Por Redação TMC | Atualizado em
Fachada de uma agência dos Correios
Câmera Fotográfica Plano de reestruturação prevê também o fechamento de mil agências, a venda de imóveis e um programa de demissão voluntária. (Foto: Divulgação/Correios)

A direção dos Correios iniciou novas negociações com o Tesouro Nacional para buscar alternativas financeiras após o governo federal negar aval para um empréstimo de R$ 20 bilhões. A informação foi comunicada aos funcionários da estatal em documento interno distribuído nesta sexta-feira (6/12) em todo o Brasil. A empresa agora trabalha para ajustar o modelo financeiro apresentado anteriormente.

O Tesouro Nacional recusou a garantia ao empréstimo por discordar das condições propostas pelas instituições bancárias. Representantes dos Correios e do Ministério da Fazenda realizam reuniões em Brasília para desenvolver novas estratégias que viabilizem a liberação dos recursos necessários para a continuidade das operações da empresa.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou na quinta-feira (4/12): “Nós precisamos antes aprovar o plano de recuperação. Nós não vamos fazer um aporte sem o plano de recuperação aprovado. Nem empréstimo, nem apoio, nem aval. Tudo depende do plano de reestruturação da companhia”.

A estatal postal enfrenta dificuldades financeiras e, segundo o comunicado interno, está priorizando a manutenção do caixa enquanto busca solucionar o impasse. A empresa concentra esforços na manutenção de fornecedores essenciais e no cumprimento dos prazos de entrega durante as negociações.

“Neste contexto, outras alternativas para solução dessa questão estão sendo construídas em parceria entre Correios e Tesouro, como veiculado em entrevistas do próprio Ministro da Fazenda”, informa o documento enviado aos trabalhadores.

A administração dos Correios afirma estar trabalhando para “viabilizar a operação ou ajustá-la de forma que seja mais equilibrada, com menor custo e maior segurança para a empresa”, atuando com “responsabilidade técnica, foco na liquidez imediata e alinhamento ao Plano de Reestruturação 2025-2027”.

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Entre as metas operacionais, a empresa estabeleceu o objetivo de alcançar “95% das encomendas entregues no prazo até janeiro de 2026”, considerado fundamental para manter grandes clientes e contratos estratégicos. O documento também destaca que 2026 será um ano decisivo para a continuidade da estatal.

O comunicado ressalta a importância do engajamento dos funcionários: “Cada entrega no prazo, cada cliente satisfeito e cada economia gerada fazem diferença”. A direção acrescenta que “Todos nós, empregados e gestores, precisamos ter a mesma causa: garantir a continuidade da empresa, preservar empregos e assegurar a remuneração de todos”.

A direção dos Correios deverá apresentar um plano de reestruturação para o período 2025-2027 como parte das contrapartidas exigidas pelo governo federal. Os detalhes específicos desse plano e o formato da nova proposta financeira ainda não foram divulgados.

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