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Hugo Motta diz que não teve “intenção de limitar” trabalho de jornalistas na Câmara

Presidente da casa promete apurar possíveis excessos nas ações da polícia legislativa após Glauber Braga ocupar cadeira presidencial

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), lamentou nesta quinta-feira (11/12) os “transtornos” causados aos profissionais de comunicação e destaca que não existiu “intenção de limitar” a atividade jornalística.

Motta também informou que os relatos apresentados pelos jornalistas serão incluídos na investigação em andamento.

A nota foi divulgada nesta quinta, dois dias após o incidente que resultou na retirada de jornalistas do local por policiais legislativos quando o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a mesa diretora.

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“O presidente da Câmara, Hugo Motta, lamenta os transtornos causados aos profissionais de comunicação e reafirma que não houve intenção de limitar o exercício da atividade jornalística. As informações apresentadas pelos jornalistas serão incorporadas à apuração em andamento a fim de identificar eventuais excessos nas providências adotadas ao longo do processo de retomada dos trabalhos”, diz o comunicado.

A confusão começou quando o deputado Glauber Braga ocupou a cadeira da presidência da Casa em protesto contra processo que poderia resultar na cassação de seu mandato. Segundo a cronologia divulgada pela Câmara, às 16h04, Braga tomou o assento presidencial e recusou-se a deixar o local.

O sinal da TV Câmara foi interrompido às 17h34. A nota esclarece que, embora a transmissão tenha sido cortada nesse momento, a suspensão oficial da sessão só ocorreu às 17h42, por determinação de Motta, devido à impossibilidade de prosseguimento dos trabalhos.

Às 17h42, o deputado Carlos Veras (PT-PE) comunicou a decisão da mesa diretora de suspender a sessão por uma hora. Glauber Braga foi retirado à força pela polícia legislativa às 18h08. A sessão foi encerrada às 18h42 e uma nova foi aberta às 19h08 pelo presidente da Casa.

A Câmara justifica a retirada dos profissionais de imprensa afirmando que a Polícia Legislativa solicitou a saída de assessores, servidores e jornalistas do plenário para “garantir a segurança dos presentes”.

Sobre a ação contra o deputado Glauber Braga, Motta disse que “após tentativas de negociação e diante da permanência indevida do parlamentar na presidência, foi necessária sua retirada para o restabelecimento da ordem”.

Leia mais: Jornalistas fazem ato contra censura e agressões na Câmara

Por Reuters

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