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Correspondente na Europa, Marina Izidro cobre os principais desdobramentos políticos e econômicos do Reino Unido e da União Europeia. Uma análise refinada sobre como os eventos globais reverberam no Brasil.

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Chefe da OTAN alerta para possível guerra na Europa e cita ameaça russa em cenário tenso

Pronunciamento em Berlim amplia tensão diplomática e coloca foco na segurança do continente.

Por Marina Izidro | Atualizado em
O secretário-geral da OTAN discursa em evento organizado pela Conferência de Segurança de Munique
Secretário-geral da OTAN discursa em evento organizado pela Conferência de Segurança de Munique (MSC), em Berlim. (Foto: Annegret Hilse/Reuters)

Em um pronunciamento em Berlim, o chefe da OTAN, Mark Rutte, afirmou que a Europa precisa se preparar para uma guerra com a Rússia. Nas palavras dele, seria um conflito “como o dos nossos avós e bisavós”, em referência direta à Primeira e à Segunda Guerra Mundiais. A comparação reforçou a dimensão da preocupação expressa durante o discurso, no qual Rutte disse que a Europa seria o próximo alvo da Rússia e que o presidente Vladimir Putin poderia atacar a aliança militar nos próximos cinco anos.

Rutte também declarou que muitos países europeus estariam, segundo ele, “muito quietos e complacentes”. O chefe da OTAN lembrou que a Rússia investe pesadamente em exércitos, drones e mísseis, enquanto os europeus não alcançariam níveis semelhantes quando se trata da capacidade de produção de armas. Para ele, seria necessário adotar uma mudança de postura e assumir uma “mentalidade de tempos de guerra”, como afirmou ao longo do pronunciamento.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte reúne países europeus, além de Estados Unidos e Canadá. Nos últimos anos, europeus foram pressionados por Donald Trump a ampliar seus orçamentos domésticos destinados à área de defesa. No mesmo contexto, está a ameaça feita por Vladimir Putin no início do mês, quando declarou: “Não quero guerra com a Europa, mas se os europeus quiserem, estamos prontos agora”.

O cenário se torna ainda mais complexo porque ocorre ao mesmo tempo em que avançam negociações ligadas à guerra na Ucrânia. O processo envolve Estados Unidos, países europeus e a própria Rússia. Nesse ambiente, Trump tem demonstrado crescente impaciência, segundo relatos de bastidores, o que adiciona mais um elemento à tensão acumulada no continente.

As declarações de Mark Rutte, somadas às mensagens vindas de Moscou e às movimentações diplomáticas relacionadas à Ucrânia, colocam novamente a segurança europeia no centro do debate internacional. O discurso do chefe da OTAN ressoa num momento em que a aliança discute a capacidade de resposta de seus membros, a necessidade de investimentos e a disposição de enfrentar o que ele classificou como um risco concreto no curto prazo.

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