Claudia Leitte é processada por alterar letras de axé com referências a orixás

Ministério Público da Bahia e Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) pedem retratação pública da cantora

Por Redação TMC | Atualizado em
Cantora Claudia Leitte canta ao microfone durante show
Processo foi protocolado na 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador nesta sexta-feira (19/12). (Foto: Reprodução/Instagram)

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) ingressaram com ação civil coletiva contra a cantora Claudia Leitte por suposta prática de intolerância religiosa.

A ação questiona a substituição de referências a orixás por termos cristãos em músicas tradicionais do axé. O processo foi protocolado na 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador nesta sexta-feira (19/12).

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A ação indica que, mesmo após o início do processo, Claudia Leitte substituiu o nome do orixá Ogum pela palavra “Yeshua” em outra canção. Para os autores do processo, essa conduta representa “desrespeito às religiões de matriz africana e reforça um padrão reiterado de esvaziamento simbólico de elementos centrais da cultura afro-brasileira”.

A controvérsia começou no verão de 2024, quando a cantora modificou o verso “saudando a rainha Iemanjá” para “eu canto meu rei Yeshua” na música “Caranguejo”.

A promotora Lívia Maria Santana e Sant’Anna Vaz, da Promotoria de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, e Alan Cedraz Carneiro Santiago, promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac), assinaram a ação.

O processo foi apresentado em Salvador, cidade onde o axé music surgiu e se desenvolveu como expressão cultural ligada às tradições religiosas de matriz africana.

Os autores solicitam que a cantora seja judicialmente impedida de praticar qualquer ato de discriminação religiosa em apresentações públicas, entrevistas, produções artísticas ou redes sociais.

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