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Irã propõe diálogo após protestos contra crise econômica

Estudantes universitários se juntam a lojistas em atos contra inflação de 42,5% e desvalorização da moeda

Estudantes universitários iranianos se juntaram aos protestos contra o aumento do custo de vida no país nesta terça-feira (30), ampliando manifestações que já contavam com a participação de lojistas e comerciantes. O governo do Irã respondeu propondo a criação de um canal de diálogo com os manifestantes, conforme informações divulgadas pela mídia semi-oficial do país.

A crise econômica que motiva os protestos é evidenciada por indicadores alarmantes. O rial iraniano perdeu cerca de 50% de seu valor em comparação ao dólar americano durante 2025, enquanto a taxa de inflação alcançou 42,5% em dezembro, agravando significativamente as condições de vida da população.

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O presidente Masoud Pezeshkian utilizou suas redes sociais na segunda-feira (29) para informar que orientou o ministro do Interior a atender às “demandas legítimas” dos manifestantes. Como parte dessa iniciativa, a porta-voz governamental Fatemeh Mohajerani anunciou a implementação de um mecanismo para dialogar diretamente com as lideranças dos protestos.

“Reconhecemos oficialmente os protestos… Ouvimos suas vozes e sabemos que isso se origina da pressão natural decorrente da pressão sobre os meios de subsistência das pessoas”, declarou Mohajerani em comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana nesta terça-feira.

As manifestações atuais ocorrem em diversas universidades do país, além das áreas comerciais onde os protestos se iniciaram. Diferentes grupos sociais participam dos atos, incluindo comerciantes, lojistas e agora estudantes universitários, todos expressando insatisfação com a situação econômica.

O contexto dos protestos é complexo, considerando que o Irã enfrenta não apenas dificuldades econômicas internas, mas também sanções impostas pelos Estados Unidos e ameaças de ataques militares por parte de Israel. O país tem registrado manifestações recorrentes nos últimos anos.

Estas são as primeiras grandes manifestações no território iraniano desde os ataques militares conduzidos por Israel e Estados Unidos contra o Irã em junho deste ano, eventos que, na época, provocaram demonstrações de solidariedade patriótica entre a população.

O governo iraniano ainda não especificou como será estruturado o mecanismo de diálogo proposto com os líderes dos protestos. Em situações anteriores, as autoridades iranianas responderam a manifestações com medidas repressivas, incluindo ações das forças de segurança e detenções em massa.

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