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BC identifica nova fraude do Banco Master com fundos da Reag, investigada pela PF

Esquema usava recursos de fundos para realizar aportes de capital com ativos supervalorizados

O Banco Central identificou nova suspeita de fraude praticada pelo Banco Master envolvendo fundos da Reag DTVM, empresa financeira que está sob investigação na operação Carbono Oculto. O documento foi enviado ao Ministério Público Federal em 17 de novembro deste ano. A operação Carbono Oculto investiga a máfia dos combustíveis e suas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação do BC aponta que esses fundos foram utilizados para realizar aportes de capital no Banco Master, buscando manter suas operações nos últimos meses de 2025. Segundo informações do Blog do Valdo Cruz, no g1, os recursos estavam vinculados a ativos com baixa liquidez que, segundo a autoridade monetária, possuíam valor real muito inferior ao registrado nas transações.

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Técnicos do Banco Central descreveram o funcionamento do esquema: o Banco Master concedia empréstimos a empresas que depois aplicavam esses recursos em fundos. Em seguida, o primeiro fundo comprava ativos de liquidez extremamente baixa com valores artificialmente inflados. Em exemplo hipotético, um título que valia R$ 100 era vendido por R$ 1.000.

As empresas que participavam dessas operações teriam vínculos com Vorcaro ou pessoas próximas a ele, usando fundos administrados pela Reag DTVM. A Polícia Federal investiga a Reag por suspeita de lavagem de dinheiro para organizações criminosas na operação Carbono Oculto.

Entre julho de 2023 e julho de 2024, o Banco Master realizou operações estruturadas de crédito corporativo que somaram R$ 11,5 bilhões. O BC indica que essas transações apresentavam alta exposição a clientes e violavam princípios básicos de seletividade, garantia, liquidez e diversificação de riscos.

O BC diz que o Master não gerenciou adequadamente os riscos de crédito e liquidez dos ativos aplicados nesses fundos. Os técnicos acreditam que isso foi feito propositalmente para evitar que os valores dos títulos fossem reduzidos ao seu valor real. Os valores inflacionados foram usados para justificar aportes de capital exigidos pelo Banco Central.

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Em resposta ao Tribunal de Contas da União, o BC justificou a liquidação do Master citando o “esgotamento de todas as alternativas de solução de mercado, a identificação de crítica situação econômico-financeira, que impediria a instituição de honrar as suas obrigações”, além da “verificação de irregularidades graves, com indícios de crimes que afetavam o valor dos ativos do conglomerado e comprometiam a sua solvência”.

O Banco Master e a assessoria de Daniel Vorcaro foram procurados para comentar sobre o documento enviado pelo Banco Central ao Ministério Público Federal, mas não responderam até a publicação desta matéria.

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