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Servidor do IFPR é preso por apologia ao nazismo em Curitiba pela segunda vez

Técnico em contabilidade já havia sido condenado pelo mesmo crime em 2024; polícia encontrou símbolos e mensagens ameaçadoras

Phetronio Paulo de Medeiros, técnico em contabilidade do Instituto Federal do Paraná (IFPR), foi detido preventivamente em Curitiba por suspeita de apologia ao nazismo e ameaças de atentados em redes sociais. A prisão ocorreu na quarta-feira (31) em um apartamento alugado no Centro da capital paranaense. O servidor de 40 anos já havia sido condenado pelo mesmo crime em 2024, quando trabalhava na Universidade Federal de Pelotas.

A operação foi realizada pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) da Polícia Civil do Paraná. As investigações identificaram que o técnico mantinha diversos perfis nas plataformas digitais onde publicava conteúdos com a cruz suástica e frases ameaçadoras.

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O delegado Rafael Rybandt, responsável pelo caso, afirmou que “Como nessas datas há mais aglomerações de pessoas, muitos ataques de ódio são programados para elas. […] O fato dele ser agente público vinculado a uma instituição federal de ensino trouxe ainda mais urgência para a resposta policial ao caso. […] A Polícia Civil do Paraná reforça o compromisso no combate a crimes de ódio e intolerância e solicita a colaboração da população. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 (Polícia Civil) e 181 (Disque-Denúncia)“.

Natural do Rio Grande do Norte, Medeiros trabalhou em diferentes instituições federais antes de ingressar no IFPR. Em 2018, quando atuava na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), publicou em 24 de dezembro uma imagem da suástica nazista com os dizeres “Feliz Natal” em inglês.

Esta publicação foi denunciada em abril de 2023, quando ele já trabalhava na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul. O processo tramitou na Justiça Federal gaúcha e resultou na condenação de Phetronio em julho de 2024 por apologia ao nazismo. A pena foi de dois anos e quatro meses de reclusão em regime inicial aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade e multa.

Dois meses após a condenação, em setembro de 2024, Medeiros assumiu o cargo no IFPR. O processo referente à postagem de 2018 transitou em julgado em dezembro de 2025, não podendo mais ser contestado.

Entre as mensagens recentes publicadas pelo servidor constavam frases como: “Vem muita desgraça e morte para todos“, o que aumentou a preocupação das autoridades com possíveis ações violentas durante as festividades.

O advogado de defesa do servidor informou que ainda não teve acesso às informações sobre a prisão e que se manifestará posteriormente.

Leia mais:

Em nota divulgada na quinta-feira (1), o IFPR comunicou o afastamento imediato do servidor e a abertura de processo administrativo disciplinar:

“O Instituto Federal do Paraná lamenta o episódio da prisão do servidor do Campus Irati do IFPR, Phetronio Paulo de Medeiros, técnico em contabilidade. Informamos que o referido servidor faz parte do quadro do IFPR há apenas 1 ano e quatro meses e que suas condutas, se confirmadas, afrontam diretamente as crenças do Instituto Federal do Paraná enquanto instituição de excelência na formação técnica e tecnológica em nível estadual. Enfatizamos, ainda, que o IFPR não compactua com quaisquer formas de discriminação e que repudia veementemente ações criminosas de apologia ao nazismo, de xenofobia, de misoginia, de homofobia, de racismo ou de preconceito religioso que porventura sejam cometidas por qualquer um de seus servidores.”

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