Em entrevista à Fox News neste sábado (03/01), Trump revelou que a operação militar estava inicialmente programada para acontecer quatro dias antes, mas foi adiada devido a condições climáticas desfavoráveis. O presidente americano afirmou que acompanhou a captura de Maduro em tempo real. “Foi como ver um programa televisivo”, declarou.
O mandatário americano também mencionou que conversou com Maduro há uma semana, quando o governo venezuelano tentou negociar uma saída pacífica do poder. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse Trump durante a entrevista.
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Maduro e sua esposa foram capturados em Caracas e transportados por helicóptero até o navio Iwo Jima, embarcação de assalto anfíbio da classe Wasp, que estava posicionada no Mar do Caribe desde o final de 2025. O Iwo Jima é equipado para operar aeronaves de decolagem curta e pouso vertical, além de realizar operações de desembarque anfíbio.
As agências de notícias internacionais registraram ao menos sete explosões em Caracas em um intervalo de aproximadamente 30 minutos. Moradores relataram tremores, barulhos de aeronaves e correria nas ruas durante a madrugada. Diversos bairros ficaram sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, na região sul da capital.
Em agosto, os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. De acordo com o jornal The New York Times, os EUA têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e exigiu uma prova de vida ao governo americano. Não há informações sobre possíveis baixas civis ou militares durante a operação.
Trump afirmou que a decisão sobre o futuro político da Venezuela ainda será tomada, mas adiantou que os Estados Unidos estarão “fortemente envolvidos” com a indústria petroleira venezuelana. Em suas redes sociais, o presidente americano havia anunciado: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”
Antes da captura, o governo venezuelano havia declarado estado de “Comoção Exterior” em todo o território nacional. Em comunicado emitido logo após o início do ataque, as autoridades venezuelanas afirmaram: “O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”.
O comunicado também declarou que “O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.” O governo venezuelano acusou os EUA de tentar impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”, com o objetivo de tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais.
