Gleisi acusa extrema-direita de usar crise na Venezuela para ganho político

Ministra critica governadores bolsonaristas que apoiaram intervenção militar dos EUA após captura de Maduro

Por Redação TMC | Atualizado em
Mulher de cabelos loiros curtos veste blazer branco e fala durante uma entrevista ou debate em estúdio com fundo vermelho e luzes roxas. Ela gesticula com as mãos e usa microfone preso à roupa.
Gleisi Hoffman (Foto: Agência Brasil)

A ministra Gleisi Hoffmann acusou setores da extrema-direita brasileira de utilizarem a situação na Venezuela para ganhos políticos internos. Em publicação na rede social X neste sábado (3), a ministra criticou especificamente governadores alinhados ao bolsonarismo que manifestaram apoio à ação militar americana no país vizinho.

“Setores da extrema-direita estão se aproveitando da crise na Venezuela para fazer palanque e tensionar a política externa brasileira”, escreveu Gleisi em sua manifestação pública.

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A declaração ocorre em contexto de crescente tensão diplomática após os Estados Unidos realizarem operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O presidente americano Donald Trump anunciou posteriormente que seu país assumirá temporariamente a administração da Venezuela.

Gleisi Hoffmann mencionou diretamente o governador do Paraná, Ratinho Junior, que havia declarado querer “parabenizar o presidente Trump pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela”. Para a ministra, tal posicionamento é “oportunista” e contrário às diretrizes da diplomacia brasileira.

“Não é hora de gestos irresponsáveis. Precisamos de cautela e unidade para enfrentar os desafios diplomáticos”, destacou a ministra em sua publicação.

Na avaliação de Gleisi, a instrumentalização política da situação venezuelana pode prejudicar o papel do Brasil como mediador regional. “A política externa não pode ser usada para disputa ideológica. É dever de todos respeitar as diretrizes do governo e evitar aventuras”, afirmou.

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Em sua mensagem no X, a ministra também estabeleceu relação entre o apoio de bolsonaristas à intervenção americana e o que considera um desejo de interferência estrangeira no Brasil.

Em resposta aos acontecimentos, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez afirmou neste sábado (3) que Nicolás Maduro continua sendo o único presidente legítimo do país, contestando a intervenção americana.

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