A Fundação Grabois, ligada ao PCdoB, divulgou no sábado (03/01) um comunicado em solidariedade a Nicolás Maduro após a operação militar americana que resultou na prisão do líder venezuelano. No documento, a entidade se refere a Maduro como “presidente” da Venezuela e descreve a ação dos Estados Unidos como “agressão armada imperial-colonial” e “atentado terrorista de Estado”.
O texto publicado pela Fundação Grabois foi assinado por Walter Sorrentino, presidente da instituição. A manifestação ocorreu em resposta direta à operação militar que culminou na captura do mandatário venezuelano.
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O posicionamento da Fundação segue a mesma linha adotada por outros partidos da esquerda brasileira. O PT classificou a prisão de Maduro como um sequestro e afirmou que a operação americana representa a mais grave agressão internacional ocorrida na América do Sul no século XXI.
O PSOL também se manifestou no sábado, solicitando a “libertação” de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O partido defendeu a integração dos países latino-americanos contra o que considera uma ofensiva dos Estados Unidos na região.
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As manifestações de apoio a Maduro aconteceram enquanto o líder venezuelano era transferido para Nova York, onde enfrentará julgamento. Os Estados Unidos realizaram o ataque à Venezuela na madrugada de sábado (3), capturando Nicolás Maduro e levando-o para território americano.
Maduro será julgado em Nova York sob acusação de narcoterrorismo, segundo informações divulgadas pelos Estados Unidos após sua captura. PT, PSol e PCdoB, por meio da Fundação Grabois, foram as principais organizações políticas brasileiras a se posicionarem publicamente em defesa do líder venezuelano.
