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UE mantém críticas a Maduro, mas pede “calma” em meio ao conflito

Declaração dos 26 países-membros reafirma que presidente venezuelano não possui legitimidade democrática

Os 26 Estados-membros da União Europeia (UE) emitiram uma declaração conjunta sobre a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. O documento foi divulgado neste domingo (4), a partir da sede do bloco em Bruxelas, e solicita contenção das partes envolvidas enquanto reafirma a posição europeia sobre a ilegitimidade do governo de Nicolás Maduro.

No comunicado, o bloco europeu pede “calma e moderação por todas as partes” e enfatiza a necessidade de respeito integral aos princípios estabelecidos pelo direito internacional e pela Carta das Nações Unidas durante este processo.

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A UE mantém sua avaliação anterior sobre o presidente venezuelano, afirmando que ele “não possui a legitimidade de um presidente democraticamente eleito“. O bloco defende que a transição democrática na Venezuela deve ser conduzida pelos próprios venezuelanos, de forma pacífica e sem interferências externas que possam agravar a situação.

“Mantemos contato próximo com os Estados Unidos, assim como com parceiros regionais e internacionais, para apoiar e facilitar o diálogo com todas as partes envolvidas“, afirma a declaração, indicando os esforços diplomáticos europeus para contribuir com uma solução negociada.

Leia mais: EUA estão prontos para colaborar com novos líderes venezuelanos, diz Rubio

A manifestação da União Europeia ocorre após os Estados Unidos terem lançado um ataque militar de grande escala contra a Venezuela na madrugada de sábado (3). A ofensiva resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, segundo anunciou o presidente americano Donald Trump.

O governo americano afirma que Maduro lidera o chamado Cartel de los Soles, embora analistas apontem que esta organização não opera de forma centralizada, mas como uma rede difusa de militares envolvidos no tráfico.

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