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Trump ameaça Delcy caso não siga ordens dos EUA: “Vai pagar um preço alto”

Declaração do presidente americano veio após intervenção militar que capturou líder venezuelano

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto em close do presidente Trump com expressão séria
Câmera Fotográfica Presidente dos EUA chamou o ataque de "ato de ódio" (Foto: Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, enfrentará graves consequências se não atender às expectativas de Washington. A declaração foi feita neste domingo (4) durante entrevista à revista The Atlantic, um dia após Rodríguez assumir a presidência interina venezuelana. A sucessão ocorreu depois que forças militares americanas capturaram o presidente Nicolás Maduro.

Se não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, disse Trump durante a conversa com a publicação. A advertência surge em meio a crescente pressão diplomática e econômica dos EUA sobre a nova administração venezuelana.

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Washington busca garantir que o novo governo venezuelano atenda aos interesses estratégicos americanos na região, especialmente no setor petrolífero e no combate ao narcotráfico. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia estabelecido condições para cooperação entre os países em entrevista à emissora CBS News.

Delcy Rodríguez assumiu o poder interinamente na Venezuela em 3 de janeiro de 2026, após determinação do Tribunal Supremo da Venezuela, na sequência da operação militar americana que resultou na captura de Maduro. Segundo informações do The New York Times, Rodríguez impressionou a administração Trump por sua gestão das reservas petrolíferas venezuelanas.

Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, declarou Rubio no programa Face the Nation. O secretário de Estado americano também afirmou: “Eu sei o seguinte: se não tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão para garantir a proteção dos nossos interesses”.

Sobre a possibilidade de envio de tropas americanas para solo venezuelano, o secretário descreveu isso como uma “obsessão da opinião pública”, mas não descartou a possibilidade.

Em relação ao petróleo venezuelano, Rubio foi enfático: “É óbvio que eles não têm capacidade para reativar essa indústria. Eles precisam de investimento de empresas privadas que só investirão sob certas garantias e condições.”

Trump especificou suas expectativas: “Queremos que o narcotráfico cesse. Não queremos ver mais gangues chegando ao nosso território. Queremos que a indústria do petróleo não beneficie piratas e adversários dos Estados Unidos, e sim o povo”.

Leia mais: Em nota, União Europeia mantém críticas a Maduro, mas pede “calma” em meio ao conflito

Sobre Maduro, Rubio afirmou: “Trata-se de alguém que nunca respeitou nenhum dos acordos que firmou” e a quem “oferecemos, em várias ocasiões, a possibilidade de deixar o poder”.

O secretário também considerou “prematuras” as discussões sobre eleições no país. “Tudo isso, eu acho, é prematuro neste momento“, declarou, acrescentando: “O que nos interessa agora são todos os problemas que tínhamos quando Maduro estava no poder. Ainda temos esses problemas que precisam ser resolvidos. Vamos dar às pessoas a oportunidade de lidar com esses desafios e esses problemas”.

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