Donald Trump tem acusado o governo de Nicolás Maduro de envolvimento com o narcotráfico, mas essa narrativa não encontra respaldo em levantamentos técnicos disponíveis. Os relatórios oficiais, divulgados neste domingo (4), demonstram que a Venezuela não aparece entre os principais produtores de cocaína no continente americano.
As informações compiladas por órgãos internacionais e departamentos do próprio governo dos Estados Unidos contradizem diretamente as alegações do ex-presidente americano. Os dados técnicos não classificam o território venezuelano como rota significativa para o transporte de drogas em direção ao mercado consumidor norte-americano.
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A retórica de combate às drogas utilizada por Trump contra o regime de Maduro parece ter objetivos políticos que ultrapassam a questão do narcotráfico. Especialistas em relações internacionais e políticas antidrogas têm observado a discrepância entre as acusações políticas e os dados oficiais disponíveis.
O presidente venezuelano é o principal alvo das acusações feitas por Trump, que o caracteriza como figura central no tráfico de drogas regional. Maduro nega as alegações. Representantes do governo venezuelano classificam as acusações como parte de uma campanha difamatória com propósitos geopolíticos.
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O contexto dessas acusações se desenvolve nas relações entre Estados Unidos e Venezuela, com repercussões para toda a América Latina. As alegações sobre narcotráfico têm servido como justificativa para medidas de pressão diplomática e econômica contra o governo venezuelano.
A manutenção dessa estratégia retórica por parte de Trump pode aumentar as tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Venezuela, apesar da fragilidade dos dados que fundamentam tais acusações.
