Até ontem, o roteiro parecia óbvio.
Maicon estava muito próximo de assinar um contrato de três anos com o Corinthians. Conversas avançadas, ambiente favorável, sensação de que a assinatura era apenas uma formalidade. Daquelas negociações que, no futebol, costumam ser tratadas como resolvidas antes mesmo do anúncio oficial.
Mas o futebol raramente respeita roteiros.
O Atlético Mineiro entrou na disputa com uma proposta salarial superior, alterou o eixo da negociação e fez o jogador mudar de rota. Diante disso, Maicon e seu staff optaram por Belo Horizonte, encerrando de vez qualquer expectativa de permanência no Parque São Jorge.
O jogador deve viajar nos próximos dias para realizar exames médicos e, salvo alguma reviravolta improvável, será atleta do Galo. Um desfecho que frustra parte da torcida, mas que também ajuda a escancarar como negociações “bem encaminhadas” podem ruir quando outro clube aparece disposto a ir além.
No Corinthians, fica a sensação de oportunidade perdida. Mas não apenas isso.
Ao olhar o cenário com mais frieza, talvez o desfecho nem seja tão ruim assim. Um contrato de três anos para um jogador de 28 anos, com salário elevado e impacto esportivo ainda cercado de dúvidas, carrega riscos que o clube, neste momento, talvez não precise assumir.
No fim das contas, pode não ter sido o reforço que escapou. Pode ter sido um problema que passou longe.
Para assinar um contrato de três anos para um jogador de 28 anos de idade, até que foi uma boa para o Corinthians.
