Falha de comunicação entre forças de segurança causa tiroteio em Caracas

Agentes que protegem Palácio de Miraflores reagiram a drones não autorizados do CICPC. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas durante o incidente

Por Redação TMC | Atualizado em
Erro de comunicação entre serviços de segurança venezuelanos resultou em disparos nas proximidades de Miraflores. Duas pessoas foram hospitalizadas. (Foto: Reprodução/Todo Notícias)

Um erro de comunicação entre diferentes serviços de segurança provocou um incidente com disparos nas proximidades do Palácio de Miraflores, sede do Executivo venezuelano, em Caracas. O episódio ocorreu na noite de segunda-feira (5), quando drones do Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Forenses (CICPC) não foram identificados como governamentais, desencadeando reação armada dos agentes responsáveis pela proteção do palácio.

A situação teve início quando o CICPC lançou diversos drones na área sem informar previamente os responsáveis pela segurança de Miraflores. Diante da presença não autorizada desses dispositivos aéreos, os agentes que protegem a sede do Executivo reagiram, considerando-os uma potencial ameaça. Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o incidente expôs falhas nos protocolos de comunicação entre as diferentes forças de segurança que operam na capital venezuelana.

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Fontes em Caracas confirmaram que pelo menos duas pessoas ficaram feridas durante o incidente e precisaram ser hospitalizadas com ferimentos causados por disparos. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde das vítimas ou suas identidades.

O tiroteio ocorreu em um contexto de elevada tensão no país, apenas dois dias após ataques realizados pelos Estados Unidos à Venezuela. Este cenário de alerta contribuiu para a resposta imediata das forças de segurança presidencial ao avistarem os drones não identificados.

Conforme relatado por uma fonte próxima ao governo venezuelano à AFP, a situação foi rapidamente controlada após o episódio inicial, com os disparos cessando após alguns minutos.

A área onde ocorreu o incidente, no centro de Caracas, é fortemente protegida por diferentes forças de segurança, o que explica a rápida reação à presença de dispositivos aéreos não autorizados.

Até o momento, não foi esclarecido qual era o objetivo da operação com drones iniciada pelo CICPC que desencadeou o incidente. O Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu aos contatos da AFP para confirmar detalhes sobre o ocorrido.

O incidente aconteceu horas após Delcy Rodriguez, aliada do presidente Nicolás Maduro, assumir como presidente interina da Venezuela. Nas redes sociais, alguns usuários chegaram a especular que os disparos estariam relacionados a uma tentativa de golpe de Estado, hipótese que foi descartada após a confirmação da natureza do incidente.

Um morador que vive a cinco quarteirões de Miraflores relatou sua experiência à AFP: “Parecia que estavam ocorrendo explosões, e elas aconteciam com muita frequência. A primeira coisa que me veio à mente foi verificar se havia aviões sobrevoando, mas não havia. Só vi duas luzes vermelhas no céu. Durou cerca de um minuto.”

Vídeos obtidos pela AFP mostram o palácio presidencial às escuras durante o incidente, com imagens que parecem ser de balas traçantes. Nos registros compartilhados, é possível ouvir rajadas de tiros seguidas de explosões. As gravações também mostram agentes policiais circulando nas proximidades de Miraflores durante a ocorrência.

A falha na coordenação entre as autoridades venezuelanas gerou comoção nas redes sociais, com moradores compartilhando registros dos eventos na internet.

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