Os idealizadores do projeto SAFiel apresentaram à diretoria do Corinthians uma nova proposta que inclui o pagamento de aproximadamente R$ 585 milhões em dívidas do clube. A oferta, feita nesta terça-feira (6/01), contempla a quitação do financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal e do débito com o Santos Laguna, que gerou transfer ban ao clube paulista.
O grupo se compromete a pagar os cerca de R$ 550 milhões devidos à Caixa em até seis meses e liquidar imediatamente os aproximadamente R$ 35 milhões pendentes com o clube mexicano. A condição para este aporte é a assinatura de um memorando de entendimentos entre as partes.
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O valor investido funcionaria como adiantamento que seria convertido em ações caso o projeto avance. Se a iniciativa não for aprovada, o Corinthians precisará devolver o montante aos investidores.
A assinatura do memorando permitiria ao grupo SAFiel buscar investidores e realizar auditoria para verificar a situação financeira do clube. Este documento não representa a aprovação definitiva da SAF, que ainda dependeria de alterações estatutárias com aval de conselheiros e sócios.
O projeto propõe transformar o Corinthians em Sociedade Anônima do Futebol, implementando gestão profissional e separando o futebol do clube social. Todas as propriedades futebolísticas seriam transferidas para uma empresa denominada Invasão Fiel S/A.
A holding disponibilizaria dois tipos de ações: uma para torcedores investidores com direito a voto e outra para investidores institucionais sem esse direito. Para evitar concentração de poder, o modelo estabelece que nenhum acionista poderia votar com mais de 1,8% do capital social, mesmo possuindo participação maior.
Os idealizadores estimam captação entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,5 bilhões. Os recursos seriam destinados à reestruturação de dívidas, modernização do CT, construção de centro de treinamento para categorias de base, investimentos no elenco e melhorias em infraestrutura.
O Corinthians acumula uma dívida de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, segundo o último balancete disponível. Com a implementação do projeto, o clube associativo ficaria separado do futebol, receberia royalties mensais da SAF e seria liberado das dívidas.
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A estrutura organizacional proposta inclui Comitê de Governança e conselhos administrativo, fiscal e cultural, com gestores independentes e representantes dos torcedores, torcidas organizadas e do Parque São Jorge.
O projeto prevê que a administração seja conduzida por executivos profissionais, “contratados ou demitidos com base em capacidade e cumprimento das metas”.
