O vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou a confiança do governo brasileiro na conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, durante entrevista nesta terça-feira (6/1). Segundo ele, as negociações estão bem encaminhadas e avançaram recentemente.
Alckimin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacou que o acordo, quando fechado, será o maior do mundo: “O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul–UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo”, afirmou o vice-presidente em declaração a jornalistas logo após o anúncio do resultado da balança comercial brasileira de 2025.
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O acordo, que está sendo negociado há mais de 20 anos, estava previsto para ser assinado em dezembro de 2025, durante a cúpula do Mercosul, mas foi adiado por falta de consenso entre os países europeus. A resistência vem principalmente da Itália e de agricultores franceses, que pressionaram seus governos contra o tratado. O presidente francês Emmanuel Macron condicionou o apoio de seu país à inclusão de novas salvaguardas para proteger produtores rurais franceses.
A expectativa era de que o tratado fosse assinado em janeiro deste ano, como confirmado pela União Europeia em uma carta enviada ao presidente Lula no mês passado. No entanto, ainda não há uma data definida para formalizar o acordo.
Para entrar em vigor, o acordo precisará passar por diversas etapas formais após sua assinatura. No Brasil, o texto deverá ser analisado pelo Executivo e votado pelo Congresso Nacional. Na Europa, será necessária a aprovação do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu e a ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros da UE.
O tratado representa para o Brasil uma oportunidade de expansão comercial e fortalecimento das relações com o mercado europeu. As negociações afetam principalmente setores produtivos dos países envolvidos, com destaque para o agronegócio, que enfrenta resistência de produtores europeus.
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