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Jornalista especializada em economia e finanças, Bruna Allemann descomplica o mercado financeiro e orienta sobre as melhores práticas de economia pessoal, investimentos e planejamento financeiro.

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Por que o dólar entrou no radar do investidor brasileiro após a pandemia e a educação financeira

O interesse do brasileiro por investimentos em dólar ganhou força a partir de 2020, no início da pandemia, em um contexto de maior disseminação da educação financeira. Embora esse debate já existisse antes, foi naquele período que muitas pessoas passaram a perceber, na prática, os efeitos da oscilação de preços, da escassez de produtos e […]

Por Bruna Allemann da TMC São Paulo e Brasília | Atualizado em
Câmera Fotográfica Movimentos globais melhoram cenário para investidores no Brasil. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O interesse do brasileiro por investimentos em dólar ganhou força a partir de 2020, no início da pandemia, em um contexto de maior disseminação da educação financeira. Embora esse debate já existisse antes, foi naquele período que muitas pessoas passaram a perceber, na prática, os efeitos da oscilação de preços, da escassez de produtos e da relação entre oferta e demanda. Para gerações que não vivenciaram a hiperinflação, esse movimento trouxe uma compreensão mais concreta de como fatores econômicos afetam o dia a dia.

Esse processo também ampliou a percepção sobre a conexão entre os países e a importância de não olhar apenas para a realidade doméstica. Com a evolução da educação financeira, surgiram mais instituições financeiras ligadas aos Estados Unidos, o que levou ao aumento do debate sobre investimentos em dólar. A discussão, nesse contexto, não se limita à moeda em si, mas ao entendimento dos motivos para investir nela, afastando fatores emotivos associados a notícias e focando em uma análise técnica.

Historicamente, o dólar é apresentado como a moeda central do sistema econômico global. Diversos aspectos da vida cotidiana no Brasil estão ligados a ele, como índices de reajuste que incorporam commodities cotadas em dólar. Dessa forma, a economia doméstica acaba conectada à moeda americana, independentemente de decisões individuais. Nesse cenário, o investimento em dólar passa a ser considerado relevante dentro de uma estratégia de diversificação.

A montagem de uma carteira envolve a divisão dos recursos em diferentes produtos, com a definição de percentuais. Para quem está começando, é citado um patamar inicial entre 10% e 15% da carteira em ativos atrelados ao dólar. Atualmente, esse tipo de investimento tornou-se mais acessível, com corretoras internacionais permitindo aplicações a partir de valores relativamente baixos.

Outro ponto destacado é a diferença entre a inflação do real e a inflação em dólar. A alocação de parte do patrimônio em moeda estrangeira é apresentada como uma forma de balancear a perda de poder de compra ao longo do tempo, independentemente das variações cambiais. O dólar, nesse sentido, funciona como um elemento de equilíbrio dentro da carteira.

Também é ressaltada a importância de compreender o funcionamento do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, descrito como um órgão autônomo, cujas decisões são de natureza técnica. A orientação é deixar de lado preconceitos e adotar uma leitura técnica ao avaliar investimentos, já que decisões baseadas em emoção tendem a gerar perdas.

Por fim, são mencionados os riscos envolvidos no investimento em dólar, comuns a qualquer tipo de aplicação financeira. A responsabilidade pela escolha recai tanto sobre quem orienta quanto sobre o investidor. Entre os produtos citados para iniciantes estão ETFs atrelados ao S&P 500, ouro, renda fixa em dólar e, em menor proporção, ETFs de Bitcoin, sempre com a recomendação de estudo prévio antes de qualquer decisão.

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