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São Paulo marca nova data para votar afastamento de Casares

Conselho Deliberativo decidiu manter votação presencial no dia 16 de janeiro, contrariando pedidos da oposição por modelo híbrido para aumentar participação

O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube marcou nova data para votar o possível afastamento do presidente Júlio Casares. A votação, inicialmente prevista para 14 de janeiro, foi remarcada para o dia 16 de janeiro, às 18h30, no MorumBIS. A sessão ocorrerá exclusivamente de forma presencial, contrariando solicitações de opositores que pediam um formato híbrido para aumentar a participação dos conselheiros.

Durante a sessão, Casares apresentará sua defesa contra as acusações formalizadas no documento que iniciou o processo. O presidente enfrenta alegações de má gestão orçamentária, negociações de atletas abaixo do valor de mercado e uso irregular de camarote no Morumbi.

A votação será secreta, conforme determinação do Conselho. Após análise do estatuto, ficou estabelecido que serão necessários 191 votos favoráveis ao impeachment, equivalentes a 75% dos 255 conselheiros, conforme previsto no artigo 58. Se aprovado nesta instância, o processo seguirá para uma Assembleia Geral de sócios.

Depois de uma manhã difícil, Casares conseguiu duas vitórias importantes nesta noite. Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, acatou seu pedido de aumento do quórum necessário para o impeachment na votação de quarta-feira (191 votos) e ainda recusou o pedido de votação online feito pela oposição.

O Conselho Consultivo do clube emitiu parecer contrário ao afastamento do presidente. Este posicionamento, embora não seja determinante, servirá como referência para as discussões que antecederão a votação.

Em caso de aprovação pelo Conselho Deliberativo, uma Assembleia de sócios deverá ser convocada em até 30 dias para ratificar a decisão. Nesta etapa final, apenas maioria simples dos votos será necessária para confirmar o impeachment. O procedimento foi iniciado após um requerimento que obteve 57 assinaturas, acima do mínimo exigido pelo estatuto.

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Entretanto, mesmo com o desgaste político de Casares, seus opositores reconhecem a dificuldade em alcançar o quórum necessário para aprovação da medida. Um fator complicador é o período escolhido para a votação, em janeiro, quando muitos conselheiros estão fora da capital paulista em férias.

O presidente do Conselho, Olten, tinha prazo até 23 de janeiro para convocar a reunião, respeitando o limite estatutário de 30 dias após o recebimento formal do pedido. Em 2015, situação semelhante ocorreu quando o ex-presidente Carlos Miguel Aidar deixou o cargo sob acusações de desviar recursos do clube.

A crise política no São Paulo intensificou-se após o enfraquecimento da base de apoio da gestão Casares. A saída de Carlos Belmonte fragilizou a administração, embora não tenha impedido a aprovação do orçamento para 2026, que contou inclusive com o apoio do próprio ex-diretor antes de sua saída.

A instabilidade aumentou com o vazamento de áudio revelando esquema de comercialização clandestina de camarote no Morumbi durante eventos. Em consequência, Mara Casares e Douglas Schawrtzmann afastaram-se de suas funções no clube. O Ministério Público paulista solicitou abertura de inquérito policial, enquanto o São Paulo iniciou investigações internas e externas.

Paralelamente, a Polícia Civil investiga possíveis irregularidades em negociações de atletas. As investigações focam em 35 saques em espécie das contas do clube, que totalizam R$ 11 milhões. Estes fatos geraram instabilidade na administração são-paulina e fortaleceram grupos de oposição, que buscam o afastamento de Casares visando também as eleições previstas para 2026.

A defesa de Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, afirmou que “todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do Coaf, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira. “Os defensores destacaram o histórico profissional do presidente: “Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.”

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A defesa também assegurou que “a origem do lastro de tais movimentações serão esclarecidas ao longo da investigação para rebater qualquer ilação”, ressaltando que ainda não teve acesso ao inquérito policial em andamento. O clima no Conselho permanece dividido, com diferentes correntes políticas se mobilizando para a votação que definirá o futuro da atual gestão.

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