O parlamento europeu aprovou oficialmente o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, avanço celebrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorreu nesta sexta-feira (9/1) e representa um marco nas negociações que duraram 25 anos entre os dois blocos econômicos.
A aprovação abre caminho para a assinatura definitiva do tratado comercial, que conectará mercados que totalizam 718 milhões de consumidores. O acordo, considerado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo, envolve blocos que juntos somam um PIB de US$ 22,4 trilhões.
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O presidente brasileiro manifestou sua satisfação com o progresso das negociações por meio de publicação em rede social. “Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões”, afirmou Lula.
A sinalização favorável dos países da União Europeia representa um passo importante para a concretização do acordo, embora ainda não haja data definida para a assinatura definitiva ou para o início da vigência das medidas comerciais previstas.
O tratado conta com apoio de setores empresariais, mas enfrenta resistência de agricultores europeus. A oposição é particularmente forte na França, onde produtores rurais manifestam preocupações com possíveis impactos em seus mercados.
As negociações entre Mercosul e União Europeia se estenderam por mais de duas décadas devido à complexidade dos interesses envolvidos e aos diversos pontos que exigiram ajustes para alcançar consenso entre as partes.
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