O Corinthians não apenas recusou uma proposta oficial da Lazio, da Italia, de 24 milhões de euros pelo atacante Yuri Aberto, como deu um recado ao mercado. Hoje o Corinthians possui apenas 45% dos direitos econômicos do jogador, enquanto 5% pertencem ao empresário André Cury e 50% ao Zenit da Italia.
Caso o valor de 24 milhões de euros fosse dividido igualmente, o Corinthians ficaria apenas com 10 milhões e 800 mil euros.
Mas o recado foi direto, sem margem para interpretação alternativa. Em conversa com a imprensa hoje pela manhã, dirigentes do Corinthians deixaram claro que Yuri Alberto não está à venda a qualquer preço — nem a qualquer momento.
O clube estipulou o valor de 22 milhões de euros livres pelos 45% dos direitos econômicos que ainda possui do atacante e, mais do que isso, estabeleceu um prazo: só libera o jogador a partir de dezembro de 2026. Qualquer proposta fora desse pacote, hoje, sequer entra na mesa.
A postura chama atenção não apenas pelo número elevado, mas pelo contexto. Yuri Alberto tem contrato longo, é titular absoluto e segue sendo um dos principais ativos esportivos e financeiros do Corinthians. Aos 24 anos, o atacante soma passagens por Internacional, Zenit e Seleção Brasileira, além de já ter ultrapassado a marca de 50 gols com a camisa alvinegra, muitos deles decisivos. Não é exagero dizer que, no elenco atual, ele é o jogador mais valorizado — dentro e fora de campo.
Do ponto de vista esportivo, a decisão é compreensível. O Corinthians vive um processo de reconstrução, convive com limitações de mercado e não pode se dar ao luxo de abrir mão do seu principal homem de frente no meio do caminho. Yuri é o ponto de equilíbrio entre competitividade imediata e projeto de médio prazo. Perder o jogador agora significaria, na prática, aceitar um recomeço forçado, algo que a diretoria não está disposta a fazer.
Já no aspecto financeiro, o clube joga duro porque sabe o que tem nas mãos. Ao exigir 22 milhões de euros livres, o Corinthians protege-se de modelos de negócio que diluem o valor real da operação — comissões infladas, bônus condicionais e parcelas longas. É um movimento claro de valorização do ativo e, também, de afirmação institucional: o Corinthians não está em liquidação permanente, como o mercado muitas vezes tenta fazer parecer.
No fim das contas, Marco, a mensagem é menos sobre venda e mais sobre posicionamento. O Corinthians sinaliza que Yuri Alberto é peça central do projeto e que só sai quando o clube entender que o ciclo foi cumprido — no tempo e no preço que a diretoria considera justo. Até lá, qualquer rumor, sondagem ou especulação entra automaticamente na categoria do “não é assunto”. E, nesse momento, isso diz muito mais sobre o Corinthians do que sobre o próprio Yuri.
