O governo dos Estados Unidos anunciou a restrição na concessão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida, que já constava no plano de governo de Donald Trump desde o período de campanha em 2025, foca especificamente em vistos de imigração e de trabalho, voltados para permanências de longo prazo.
De acordo com a especialista em direito internacional Maristela Basso, as novas regras não afetam quem já possui visto válido ou quem pretende viajar para turismo e estudos de curto prazo. A legislação é aplicada para solicitações feitas a partir de agora, mantendo a validade dos documentos emitidos anteriormente.
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Novas exigências e critérios de seleção
Para obter os vistos de permanência e trabalho, os candidatos deverão comprovar condições de saúde física e mental, além de apresentar atestados de antecedentes criminais sem registros. Outra exigência central é a contratação de um plano de saúde válido em território americano.
Segundo Basso, o objetivo da medida é evitar que novos residentes se tornem um custo para o erário americano. “O custo médico nos Estados Unidos é altíssimo e o governo busca garantir que esses imigrantes não recaiam sobre o sistema público de saúde”, explica a especialista.
A lista de 75 países foi elaborada com base em dois critérios principais:
- Países com alto índice de imigração: casos do Brasil, países da América Central e do restante da América Latina, de onde provém um grande contingente de pessoas que buscam residir e trabalhar nos EUA.
- Países com riscos de segurança: nações como Irã, Rússia, Afeganistão, Iraque e Somália, onde o governo americano identifica potencial de geração de terrorismo ou presença de milícias.
Diplomacia e negociações futuras
Apesar do endurecimento das regras, a especialista ressalta que não se trata de um impedimento definitivo, mas de um aumento nos requisitos burocráticos. Aqueles que cumprirem as exigências de saúde e comprovarem a posse de seguro médico e de vida continuam aptos a pleitear o documento.
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No campo diplomático, a inclusão do Brasil nesta lista poderá ser utilizada como ferramenta de negociação pelo Itamaraty. Em futuras tratativas bilaterais, o governo brasileiro pode buscar concessões recíprocas ou a flexibilização dessas exigências para os cidadãos nacionais como parte de acordos maiores entre as duas nações.
