O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, alcançou um novo recorde ao fechar acima dos 165 mil pontos pela primeira vez. O marco histórico ocorreu nesta quarta-feira (14/01), mesmo dia em que o dólar voltou a ultrapassar a barreira de R$ 5,40 após o governo dos Estados Unidos suspender vistos de imigração para o Brasil e outros 74 países.
O índice da B3 encerrou o pregão com 165.146 pontos, registrando valorização de 1,96%. Ações de petroleiras, mineradoras e bancos, que têm maior peso na composição do Ibovespa, impulsionaram a alta no mercado acionário brasileiro.
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No mercado cambial, o dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,402, com avanço de R$ 0,026, equivalente a 0,43%. A moeda norte-americana iniciou as negociações próxima da estabilidade, mas ganhou força após a divulgação da suspensão dos vistos.
Suspensão de vistos impacta mercado cambial
A notícia sobre a suspensão de vistos de imigração por tempo indeterminado foi divulgada pela emissora Fox News. Logo após o anúncio, a cotação do dólar subiu rapidamente, atingindo R$ 5,42.
Durante a tarde, houve uma leve desaceleração na alta da moeda americana, que mesmo assim permaneceu acima do patamar de R$ 5,40. Apesar da valorização registrada na quarta-feira, o dólar acumula queda de 1,6% desde o início de 2026.
Comportamento divergente entre mercados
O desempenho do Ibovespa contrastou com os mercados acionários norte-americanos, que apresentaram quedas no mesmo período. As operações ocorreram na B3, localizada em São Paulo, enquanto as transações cambiais foram realizadas no mercado financeiro nacional.
A lista completa dos 75 países afetados pela suspensão de vistos determinada pelo governo Trump não foi divulgada, sabendo-se apenas que o Brasil está entre eles.
Perspectivas para os próximos dias
Os mercados devem continuar acompanhando os desdobramentos relacionados à suspensão dos vistos e seus possíveis efeitos nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Além disso, a desaceleração da inflação norte-americana, que tem beneficiado países emergentes como o Brasil, permanecerá sob observação dos investidores.
