María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, encontrou-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca nesta quinta-feira (15/1).
A reunião aconteceu a portas fechadas em Washington, na capital dos EUA, marcando o primeiro contato entre os dois desde a operação militar que resultou a captura de Nicolás Maduro. Até o momento da publicação desta reportagem, a Casa Branca não divulgou o que foi discutido na reunião.
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O encontro ocorre em momento complexo das relações entre os dois líderes. Depois da deposição de Nicolás Maduro, Trump decidiu não apoiar Machado para assumir o governo venezuelano. A Casa Branca reconheceu Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro, como presidente interina da Venezuela.
Apoio a Delcy Rodríguez
Após a captura de Maduro pelas forças americanas no início de janeiro, Trump optou por apoiar Delcy Rodríguez, a vice de Maduro e representante do chavismo, como presidente interina. O republicano não reconheceu Edmundo González, considerado por muitos como o verdadeiro vencedor das eleições venezuelanas de junho de 2025.
Trump conversou por telefone com Rodríguez depois que as Forças Armadas venezuelanas a reconheceram como presidente interina. “Falamos sobre muitas coisas, e acho que estamos nos dando muito bem com a Venezuela”, disse Trump na ocasião. “E ela é uma pessoa incrível. Quero dizer, é alguém com quem temos trabalhado muito bem.”
Do lado venezuelano, Delcy classificou o telefonema como “produtivo e cortês”, feito em um ambiente de “respeito mútuo”. Em mensagem publicada no Telegram, afirmou que os dois abordaram “uma agenda de trabalho bilateral em benefício dos povos”, além de pendências históricas na relação entre os governos.
Tensões sobre o Prêmio Nobel
María Corina foi laureada com o Nobel da Paz de 2025 por seus esforços para promover uma “transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, segundo o comitê do prêmio. Após a queda de Maduro, ela chegou a dizer que poderia assumir o poder na Venezuela.
Trump demonstrou insatisfação por não ter sido escolhido pelo Comitê norueguês para o Prêmio Nobel da Paz, apesar de, segundo ele, ter encerrado oito conflitos internacionais.
Em entrevista à “Fox News” no começo deste mês, Machado revelou não manter contato com Trump desde o anúncio do prêmio.
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