O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube decide nesta sexta-feira (16/01), às 18h30 se afasta o presidente Julio Casares do cargo. A votação acontece no estádio do Morumbis a partir das 18h30, em formato híbrido que permite participação presencial e virtual dos conselheiros. O processo foi motivado por escândalos envolvendo diretores e investigações da Polícia Civil sobre irregularidades financeiras.
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A 3ª Vara Cível do Butantã determinou na última segunda-feira (12/01), através de uma liminar, que a reunião ocorra em formato híbrido. A decisão judicial também estabeleceu que são necessários 170 votos favoráveis para aprovar o afastamento do atual presidente.
Dos 255 membros do Conselho Deliberativo, 254 estão aptos a participar da votação secreta. A juíza responsável pela liminar esclareceu que é necessário um quórum de 191 conselheiros (75%) para a realização da reunião, mas dois terços dos votos são suficientes para aprovar o impeachment.
Membros das torcidas organizadas do São Paulo devem comparecer no entorno do estádio para a realização de protestos contra o presidente Julio Casares. Os torcedores prometem pressionar para que o impeachment do mandatário aconteça.
Por conta disso, o policiamento foi reforçado nas ruas do MorumBIS, com a presença da Tropa de Choque da Polícia Militar e das Operações Especiais da Guarda Civíl Metropolitana (GCM). A entrada principal do estádio será toda cercada para garantir a segurança dos participantes da reunião na chegada ao evento.
Se a votação de hoje não alcançar os 170 votos necessários, Casares permanecerá no cargo até dezembro de 2026, quando termina seu mandato atual.
Caso o impeachment seja aprovado pelo Conselho, o presidente será temporariamente afastado. O vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, assumirá interinamente a presidência do clube.
Em caso de aprovação no Conselho Deliberativo, o presidente Olten Ayres deverá convocar uma Assembleia Geral em até 30 dias. Durante esse período, Casares ficará afastado enquanto os sócios votam para confirmar ou rejeitar o impeachment. Para a destituição definitiva, será necessária maioria simples dos votos na Assembleia.
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Se os sócios confirmarem o impeachment, Harry Massis Junior permanecerá no comando do São Paulo até dezembro de 2026. A eleição para o próximo triênio (2027-2029) acontecerá no final deste ano, conforme já previsto.
Na hipótese de os sócios rejeitarem o impeachment na Assembleia Geral, contrariando a decisão do Conselho, Julio Casares retornará ao cargo e cumprirá o restante de seu mandato.
