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Especialista na cobertura do Corinthians, Marco Bello Jr. acumula experiência em grandes coberturas como Olimpíadas e Copas do Mundo. Traz notícias de primeira mão e o acompanhamento diário do cotidiano alvinegro.

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Corinthians mostra que não tem reservas

O Corinthians foi humilhado na última quinta-feira (15/01) com o time reserva no jogo contra o Bragantino

Por Marco Bello Jr. da TMC São Paulo e Brasília | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Agência Corinthians)

O Corinthians ainda nem começou a temporada direito e já está em modo “sem elenco” — de novo. Ontem, na derrota por 3 a 0 para o Red Bull Bragantino pela segunda rodada do Campeonato Paulista, ficou claro que a discussão sobre elenco não é frescura de bar — é realidade crua. O Timão foi goleado, dominado e saiu de campo como quem tomou banho de realidade no Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista.

O placar pesado não foi obra do acaso ou apenas “fase ruim”: os gols saíram cedo com Jhon Jhon duas vezes e fecharam a conta com Mosquera, e o Corinthians não conseguiu impor nenhuma resposta digna. No meio disso, o time entrou com uma escalação alternativa — coisa que muitos times fazem quando a temporada é longa. Mas daí a dizer que esse elenco serve para cinco competições, vai uma distância bem maior do que a que separa a defesa do Corinthians do gol adversário ontem.

Dorival Júnior, que foi contratado para trazer estabilidade e já tem no currículo uma Copa do Brasil conquistada pelo clube, chegou a admitir publicamente que o time precisa de reforços. E não é uma crítica gratuita: quando você vê, como ontem, reservas como Cacá sendo um dos piores em campo — nota baixa nas avaliações — e a defesa exibindo vacilos infantis, não dá pra chamar isso de “situação controlada”.

E antes que alguém venha com a desculpa do “é só Paulistão”: este mesmo elenco terá que virar pirulito e disputar Copa do Brasil, Brasileirão, Sul-Americana e mais o que mais aparecer.

Se para um jogo regional o Corinthians já fica no zero à esquerda sem conseguir criar jogadas consistentes, imagina quando a maratona apertar? A inabilidade de escalar um time competitivo com alternativas minimamente confiáveis mostra que o problema não está só no técnico, mas na composição da lista de 30, 40 nomes que vestem a camisa.

E aí voltamos pro ponto de sempre: ou o Corinthians reforça com critério e rapidamente, ou essa conversa de elenco “que dá conta” vai virar piada interna de departamento de futebol — e, convenhamos, já tem gente lá que parece especialista em piadas, infelizmente.

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