O Conselho Deliberativo do São Paulo determinou o afastamento temporário de Júlio Casares do cargo de presidente do clube. A decisão ocorreu na sexta-feira (16/01) após votação que registrou 188 votos favoráveis ao impeachment do dirigente. O vice-presidente Harry Massis Júnior assumiu interinamente o comando da instituição tricolor.
A reunião do Conselho Deliberativo foi realizada nas dependências do clube, onde os conselheiros deliberaram sobre a permanência de Casares na presidência são-paulina. Segundo informações do Estadão, o afastamento acontece em meio a escândalos recentes que comprometeram a imagem do dirigente à frente do São Paulo.
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Próximos passos após o afastamento
O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, tem prazo de 30 dias para convocar uma assembleia geral de sócios. Neste encontro, todos os associados do clube poderão votar para decidir se o afastamento de Casares será definitivo ou se ele retornará ao cargo.
Para a confirmação do impeachment na assembleia, será necessária apenas maioria simples dos votos. Caso o afastamento seja confirmado pelos sócios, Massis Júnior permanecerá na presidência até o final de 2026, completando o mandato atual.
Consequências para Casares
Se o impeachment for confirmado na assembleia geral, as consequências para Júlio Casares vão além da perda do cargo. O dirigente ficará inelegível para qualquer posição no São Paulo pelos próximos 10 anos e perderá sua cadeira no Conselho Consultivo do clube.
Por outro lado, se Casares conseguir reverter a situação na assembleia de sócios, ele poderá retornar à presidência do São Paulo, apesar da expressiva derrota sofrida no Conselho Deliberativo.
A votação que resultou no afastamento temporário demonstra significativa perda de apoio do presidente dentro da instituição. A assembleia geral de sócios será determinante para definir o futuro da gestão são-paulina.
