Acesse o menu do site

Correios articulam captação de R$ 8 bilhões adicionais até junho para completar reestruturação

Estatal já obteve R$ 12 bilhões no fim de 2025 e avalia nova operação de crédito ou antecipação de aporte do Tesouro Nacional para garantir recursos até meados de 2026

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica Correios está entre as estatais que tiveram prejuízo em 2025. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Os Correios iniciaram articulações para obter R$ 8 bilhões extras até junho deste ano, complementando os R$ 12 bilhões já captados no fim de 2025 para seu plano de reestruturação. A estatal brasileira trabalha neste sábado (17/01) com duas alternativas para conseguir os recursos: nova operação de crédito no mercado financeiro ou antecipação de aporte do Tesouro Nacional. Os valores atuais disponíveis serão suficientes apenas até meados de 2026.

Do empréstimo já contratado com cinco instituições bancárias, R$ 10 bilhões ingressaram no caixa da empresa postal em 2025. Os R$ 2 bilhões restantes serão transferidos até o final deste mês de janeiro, segundo informações obtidas pela Folha de S. Paulo.

A companhia necessita do montante adicional para dar continuidade ao seu plano de reestruturação, orçado em R$ 20 bilhões no total. Os recursos são destinados à regularização de dívidas, financiamento do Programa de Demissão Voluntária (PDV), alterações no plano de saúde e manutenção das obrigações regulares.

Em entrevista coletiva realizada no final de dezembro, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, confirmou a necessidade de mais R$ 8 bilhões para que a empresa possa honrar seus compromissos financeiros.

Aporte previsto em contrato

Uma cláusula do contrato firmado com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander estabelece que o Tesouro Nacional deverá injetar R$ 6 bilhões nos Correios até o final de 2027.

“O contrato prevê o aporte de RS 6 bilhões até 2027, não estabelecendo nenhum vínculo com eventual nova operação de crédito”, informou o Tesouro Nacional em nota.

Isso significa que, além de atuar como fiador do empréstimo já contratado, o governo federal precisará realizar esse aporte independentemente de novas captações no mercado financeiro.

Estratégia para evitar crise em período eleitoral

A estatal intensificou contatos com instituições financeiras nesta semana para avaliar o interesse em uma nova operação de crédito. Paralelamente, busca concretizar o aporte prometido pelo Ministério da Fazenda.

A empresa utiliza o argumento do risco eleitoral para tentar garantir que o governo antecipe ao menos parte dos R$ 6 bilhões ainda em 2026. O objetivo é evitar repetir a situação ocorrida no final de 2025, quando a demora na finalização da operação de crédito quase comprometeu o pagamento do 13º salário dos funcionários.

Em reunião anterior, a Fazenda havia sinalizado que só poderia fazer repasses em 2026 ou 2027, devido à impossibilidade de realizar transferências em 2025.

Impacto financeiro de longo prazo

O empréstimo já contratado tem prazo de 15 anos, com três anos de carência. Quando os pagamentos começarem, na transição de 2028 para 2029, o serviço da dívida ultrapassará R$ 1 bilhão anualmente.

Em comunicado oficial, os Correios afirmaram que a primeira etapa do plano de reestruturação está em andamento. “Novas operações junto ao mercado poderão ser consideradas nas próximas fases do plano, caso se mostrem oportunas e alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa”, declarou a estatal.

Técnicos que acompanham o processo avaliam que o aporte do Tesouro ainda em 2026 será inevitável, considerando o volume de recursos necessários para a continuidade do plano de reestruturação da empresa pública federal.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71