Gregory Bovino, chefe da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, chamou atenção na mídia e nas redes sociais após aparecer em Minneapolis neste sábado (17/01), em meio a protestos contra brutalidade policial, vestindo trajes que remetem aos uniformes utilizados por comandantes da SS – organização paramilitar de Hitler durante a Alemanha nazista.
Bovino, conhecido por seus críticos como um oficial que é “especialmente brutal na repressão contra imigrantes“, apareceu em um vídeo conduzindo um batalhão da Patrulha de Fronteira e ordenando, com gritos e gestos, que os manifestantes se afastassem enquanto realizava o patrulhamento.
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Os protestos em Minneapolis – bem como em todos os Estados Unidos – começaram há alguns meses, desde a escalada na atuação de forças policiais como o ICE (a “polícia de imigração” dos EUA) no país. As operações focadas em buscar e capturar imigrantes sem documentação resultaram em denúncias de prisões irregulares, violência policial e culminaram na morte de Renee Nicole Good, cidadã estadunidense de 37 anos baleada por um agente do ICE durante um protesto.
A morte de Good intensificou o sentimento anti-ICE no país e resultou em um aumento no volume e frequência dos protestos, motivo pelo qual instituições como a Patrulha de Fronteira passaram a atuar com maior presença; como foi o caso neste sábado (17/01), na manifestação onde Gregory Bovino apareceu.
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Diversos internautas nas redes sociais notaram imediatamente uma semelhança na figura do comandante Bovino e a de oficiais de alto escalão da SS (Schutzstaffel), que foi a guarda paramilitar de Hitler durante a Alemanha nazista e, durante seu governo, foi responsável por atos como a “Solução Final” e o Holocausto.
“O uniforme, o casaco, os emblemas na manga, os coturnos, o corte de cabelo… nem escondem, se associam aos nazis com orgulho e sem dissímulo“, afirma Daniel Mayakovski em sua conta no X (antigo Twitter).
