O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), anunciou oficialmente nesta segunda-feira (19/1) sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro para as eleições de 2026.
Durante pronunciamento, ele declarou apoio à reeleição do presidente Lula, mas afirmou que manterá o foco da campanha em questões regionais.
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O anúncio aconteceu após a primeira reunião de secretariado do ano, possivelmente o último encontro antes de sua saída da prefeitura. “Sou pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro”, disse Paes, justificando que tomou a decisão por considerar que “o estado carece de liderança política, gestão, autoridade, conduta correta na hora de conduzir as políticas públicas”.
A decisão de Paes contraria o compromisso assumido durante a campanha eleitoral de 2024, quando ele garantiu que permaneceria no cargo de prefeito até o final do mandato. Em agosto de 2024, durante a campanha para sua reeleição, Paes afirmou: “Eu me comprometo com o eleitor da minha cidade em ficar até o fim do mandato se for reeleito”.
Para disputar o governo estadual, o prefeito precisará deixar a prefeitura até 4 de abril, prazo legal de desincompatibilização. A expectativa, porém, é que ele entregue o cargo ao vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) em março.
No sábado (17), Paes já havia dado sinais claros sobre sua intenção. Em Santo Antônio de Pádua, enquanto o prefeito Paulinho da Refrigeração (MDB) falava que Paes estava visitando os municípios do interior, o prefeito tomou o microfone e disse, com bom humor: “É mentira, não estou fazendo trabalho de visitar cidades do interior. Eu estou fazendo trabalho de pré-campanha, porque quero os votos para governador e quero o apoio do Paulinho. Pronto, falei.”
Apoio a reeleição de Lula
Sobre sua relação com o presidente Lula, Paes reafirmou apoio após um período de distanciamento. “Minha decisão é de apoiar a candidatura do presidente Lula, nunca tive dúvida disso”, afirmou.
Apesar do apoio a reeleição de Lula, Paes estabeleceu limites em sua relação com o presidente ao declarar que “não é ele (Lula) quem vai governar o Rio de Janeiro se eu ganhar a eleição”, enfatizando que vai “tratar do Rio de Janeiro” durante o processo eleitoral. Ele também mencionou que já conversou sobre ter liberdade para buscar alianças no Rio.
A candidatura de Paes ocorre em contexto político delicado. Caso o governador Cláudio Castro (PL) deixe o cargo em abril para disputar o Senado, o Rio enfrentará uma eleição indireta. Como não há vice-governador desde que Thiago Pampolha assumiu posição no Tribunal de Contas do Estado, a Assembleia Legislativa precisará eleger um substituto para comandar o Palácio Guanabara até o final do ano.
Segundo Paes, o anúncio oficial da pré-candidatura deve ocorrer até o carnaval. Até lá, ele disse que pretende cumprir integralmente suas funções como prefeito.
