O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta segunda-feira (19/01) uma caminhada do interior de Minas Gerais até Brasília e divulgou uma carta aberta para explicar os objetivos do ato, batizado de “caminhada pela liberdade”. Segundo o parlamentar, a mobilização é simbólica e não pretende ser uma “bala de prata” para resolver impasses políticos ou jurídicos no país.
A marcha começou em Paracatu (MG) e deve percorrer mais de 200 km pela BR-040, com previsão de chegada à capital federal no domingo (25/01), quando Nikolas afirma que realizará uma manifestação. No primeiro dia, ele e apoiadores caminharam cerca de 30 km.
Na carta publicada nas redes sociais, o deputado afirma que o objetivo do ato é chamar atenção para o que classifica como prisões injustas relacionadas aos atos de 8 de janeiro e para a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados investigados pela Justiça. Apesar disso, Nikolas ressalta que a iniciativa não tem a pretensão de substituir instituições nem de solucionar todos os problemas do país.
“Esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico”, escreveu o parlamentar, ao defender que símbolos têm peso político e social.
O parlamentar também diz que a mobilização busca despertar a “consciência nacional” e incentivar a participação política de apoiadores. No texto, ele afirma que a caminhada será “ordeira e pacífica”, sem intenção de gerar desordem ou cometer crimes, e que se trata do exercício do direito de ir e vir e de manifestação.
Parlamentares da direita se mobilizaram para acompanhar o ato em diferentes trechos. Entre os nomes estão os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zé Trovão (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ), além dos vereadores de São Paulo Lucas Pavanato (PL-SP) e Fernando Holiday (PL-SP).
Nas redes sociais, Nikolas também compartilhou imagens do percurso e relatou dores físicas após horas de caminhada. A iniciativa ocorre em meio a uma série de embates recentes do deputado com o governo federal e o Judiciário, além de críticas internas no campo bolsonarista.
