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Trump diz que espera “grande participação” de Lula no Conselho da Paz para Gaza

Em pronunciamento na Casa Branca, presidente dos EUA diz que gosta do presidente Lula

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e manifestou expectativa pela participação do brasileiro no novo Conselho de Paz, órgão criado pelos EUA para discutir a reconstrução da Faixa de Gaza.

As declarações foram feitas nesta terça-feira (20/01), durante evento de balanço do primeiro ano de segundo mandato de Trump na Casa Branca.

“Lula terá um grande papel no Conselho de Paz de Gaza”, afirmou Donald Trump durante seu pronunciamento em Washington. O convite para que o presidente brasileiro integre o Conselho foi formalizado anteriormente pela administração americana.

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O convite foi feito no sábado (17/01), criando uma nova dinâmica diplomática entre os dois países em um contexto delicado na América Latina, especialmente após a invasão dos EUA na Venezuela. O presidente Lula não respondeu à solicitação americana.

Resposta brasileira ainda pendente

O Palácio do Planalto ainda não confirmou se Lula aceitará participar do órgão internacional. Não há informações sobre quando o presidente brasileiro dará uma resposta oficial, nem quais seriam as condições para eventual aceitação do convite.

Caso o Brasil aceite integrar o Conselho de Paz, o país passará a ter papel formal nas discussões sobre a reconstrução de Gaza, ampliando sua participação diplomática em questões do Oriente Médio.

O presidente da Argentina, Javier Milei, também foi convidado para integrar a iniciativa e já aceitou o chamado. Ao compartilhar a carta-convite em sua conta na rede social X, o líder argentino afirmou que será “uma honra” participar do conselho liderado por Trump.

Horas antes da manifestação do americano, Lula havia criticado o estilo de governança do republicano. Durante evento no Rio Grande do Sul, o presidente brasileiro declarou que o republicano quer “governar o mundo pelo Twitter” nesta terça-feira (20/1). Esta crítica ocorreu no mesmo dia em que Trump fez os comentários positivos sobre Lula.

Objetivos e implementação do Conselho

Trump anunciou a criação do órgão na sexta-feira (16/01), apresentando-o como elemento central da segunda fase do plano apoiado por Washington para encerrar o conflito no território palestino. “Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, declarou o presidente americano ao fazer o anúncio oficial da formação do grupo.

O grupo contará com a participação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Também fazem parte da iniciativa o empresário bilionário americano Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump no Conselho de Segurança Nacional dos EUA. O próprio Trump ocupará a posição de presidente do conselho.

A Casa Branca informou que o conselho tratará de questões essenciais para a região, incluindo “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

Como parte das ações para implementação do plano de paz, o presidente americano designou o major-general Jasper Jeffers para comandar a Força Internacional de Estabilização em Gaza, que terá a missão de garantir a segurança no território palestino e treinar uma nova força policial que substituirá o Hamas.

Leia mais: Lula diz que Trump “quer governar o mundo” pelas redes sociais

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