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Bruna Allemann
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Jornalista especializada em economia e finanças, Bruna Allemann descomplica o mercado financeiro e orienta sobre as melhores práticas de economia pessoal, investimentos e planejamento financeiro.

Dólar abre em queda com mercado atento a Davos e liquidações do Banco Central

Quando há determinadas tensões geopolíticas mundiais com os Estados Unidos no centro, como no caso da Groenlândia, uma eventual briga com a União Europeia, acordos comerciais, uma rebarba de Venezuela e todas as negociações, o dinheiro acaba sendo destinado de acordo com o nível de risco percebido pelo mercado.

Se a gente olhar e comparar, o dólar teve uma oscilação muito pequena, que acaba não impactando ou não demonstrando muito o que são as questões econômicas.

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O que devemos olhar com um pouco mais de carinho, por exemplo, é o volume do ouro. Cada vez mais tem aumentado o número de pessoas, o número de investidores numa commodity tão importante,. O motivo é simples: Todo mundo está imaginando um cenário de cautela, ou seja, conservadorismo. E o Ouro acaba sendo sempre esse local.

Chegamos, então, na Bolsa de Valores brasileira. Nesta quarta-feira (21/01) tivemos o Will Bank, que era do Banco Master, que aparentemente também será liquidado. Nós temos todas as questões do Banco Master, mas o principal recorde da Bolsa Brasileira, que desenvolveu e apoiou esse bom desenvolvimento, foi o setor bancário.

Isso acontece porque são bancos um pouco mais consistentes. O bom resultado do Itaú, do Bradesco e do Banco do Brasil, acontecem porque que são bancos mais encorpados, muito conhecidos na América Latina e com anos de negócios. Isso também acontece com a Petrobras, uma das nossas maiores ações aqui na Bolsa de Valores brasileira, que também apresentou um bom resultado, mas não pela empresa em si, mas por conta da alta do preço internacional do barril de petróleo no exterior.

Ou seja, o ouro acumulou uma alta de aproximadamente 70% desde que Trump assumiu. Diante disso, há também uma leve alavancagem na bolsa. Em geral, quando observamos o comportamento do mercado, percebemos que os investidores buscam ou proteção ou, quando decidem assumir mais risco, acabam direcionando recursos para a Bolsa de Valores.

No caso do Brasil, por se tratar de um país emergente, isso se torna ainda mais evidente. Pagamos juros elevados na renda fixa e, ao mesmo tempo, contamos com determinadas ações que ainda consideramos baratas, dado o potencial que apresentam. Tudo isso é consequência, naturalmente, tanto das políticas adotadas por Trump quanto do cenário macroeconômico específico de cada país.

Precisamos ficar de olho nos próximos passos, principalmente os de Trump. Já tivemos a questão do tarifaço o ano passado. Em 2026, temos discutido muito a questão do imperialismo dos Estados Unidos. Ainda há muitos acordos a serem definidos.

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