O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21/01) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, aceitou um convite para integrar o chamado “Conselho da Paz”, iniciativa criada para atuar na reconstrução da Faixa de Gaza. Pouco antes, porém, o governo russo indicou que a proposta ainda está em análise.
Trump falou com jornalistas após um encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Questionado sobre a posição da Rússia, o presidente americano declarou: “Ele foi convidado. Ele aceitou”.
Cerca de uma hora antes dessa fala, no entanto, a agência estatal russa Tass informou que Putin havia orientado o Ministério das Relações Exteriores a examinar formalmente o convite. Em reunião do Conselho de Segurança da Rússia, o presidente afirmou que o governo irá analisar os documentos recebidos e consultar parceiros estratégicos antes de apresentar uma resposta oficial.
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Putin também declarou que estaria disposto a destinar US$ 1 bilhão para garantir um assento permanente no Conselho da Paz, desde que os recursos sejam provenientes de ativos russos atualmente congelados pelos Estados Unidos. Segundo ele, a proposta apresentada por Trump pode servir como um instrumento para a construção de um acordo no Oriente Médio, mas ainda não há uma decisão final sobre a adesão.
Criado por Trump, o Conselho da Paz tem como objetivo declarado atuar na manutenção da paz e na reconstrução de Gaza, com possibilidade de expansão para outros conflitos internacionais. De acordo com uma cópia do estatuto obtida pela agência Reuters, Trump teria mandato vitalício como presidente do órgão.
O documento prevê que países interessados em um assento permanente devem contribuir com US$ 1 bilhão, valor que seria administrado pelo próprio Trump. Argentina, Hungria e Marrocos já aceitaram o convite. O Brasil informou que ainda avalia a proposta.
Segundo a Reuters, a iniciativa gerou preocupação entre autoridades internacionais, especialmente na Europa. Diplomatas avaliam que o novo conselho pode enfraquecer o papel da Organização das Nações Unidas (ONU).
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