Não há dúvida que o Supremo Tribunal Federal (STF) fez um trabalho importante na virada de 2022 para 2023, quando houve a tentativa de golpe de Estado no Brasil.
Mas o “risco bolsonarista” virou uma desculpa para o STF ficar completamente fora de controle. Dizer que isso é uma questão bolsonarista é má fé. Isso é uma questão que foi posta inclusive pelo próprio ministro do STF Edson Fachim, que quando assumiu se referiu a contenção. Que contenção é essa?
A familiar do ministro Alexandre de Moraes trabalhar em um escritório que defende um banco que está sob investigação é o tipo de coisa que vai contra o princípio kantiano.
Não se pode ter tantos poderes como se tem no STF, que hoje é a instituição mais poderosa da República Brasileira. Quando você é ministro do STF, em tese, você não deveria ter nenhum vínculo desse tipo.
Quando você tem muito poder, você perde certos direitos que os mortais têm. É óbvio né? Ministros do Supremo não deveriam ter redes sociais, ir em festas, postar coisa nenhuma, ter opiniões públicas sobre as coisas. O problema já desde o mensalão é que paulatinamente o STF foi ficando sob a luz, foi aparecendo demais.
O resultado disso? Apareceu demais e começou a rachar a imagem. É um processo quase natural. Essa crise de imagem do STF é uma crônica de morte anunciada e ela vai sendo construída.
Então, está na hora do STF buscar alguma forma de código para mandar uma mensagem para a sociedade de que não está fora de controle, que os membros não se acham deuses.
