Você sabe como avaliar se um carro elétrico ou híbrido usado está em boas condições? A quilometragem, o estado visual e, principalmente, a vida útil da bateria têm ganhado espaço nessa análise. Com o envelhecimento da frota eletrificada, o tema passou a ser mais debatido no Brasil, seguindo um movimento já observado nos Estados Unidos e na Europa.
Nesses mercados, já é possível verificar a saúde da bateria de forma semelhante ao que ocorre em celulares, com informações sobre vida útil e ciclos de carga. Esse tipo de leitura já existe em modelos da Tesla e em oficinas especializadas em outros países. A tendência é que chegue também ao mercado brasileiro, influenciando a avaliação de veículos seminovos e até anúncios que passem a destacar a condição da bateria.
Outro destaque recente envolve a cadeia de fornecimento. Na última semana, a Ford informou que deve comprar baterias da BYD. O movimento reflete uma estratégia adotada por marcas tradicionais, que buscam fornecedores chineses para reduzir custos. A China concentra hoje as maiores empresas de baterias, grande capacidade produtiva e o maior mercado consumidor de veículos eletrificados, o que torna os preços mais competitivos.
Também foi apurado que a Lotus pode voltar a ter um importador oficial no Brasil. A marca, conhecida por sua atuação histórica nas pistas, incluindo o período em que Ayrton Senna correu pela equipe, pode retornar com modelos esportivos de câmbio manual e carros com proposta mais voltada ao uso em pista, além de veículos elétricos. A Lotus integra o grupo Geely, que também controla marcas como Volvo e Polestar.
No campo tecnológico, a evolução das baterias segue em pauta. A expectativa é que, com o tempo, elas se tornem menores, mantendo a mesma autonomia. Um exemplo citado é uma versão do BYD Seal vendida na China, que oferece alcance semelhante ao modelo disponível no Brasil, mas com uma bateria cerca de 20% menor. A proposta é reduzir custos mantendo a eficiência energética.
Por fim, o debate sobre sistemas híbridos também avança. Na China, algumas marcas apostam em híbridos plug-in, nos quais o motor a combustão também traciona as rodas, enquanto outras investem no conceito de range extender, em que o motor a gasolina atua apenas como gerador. As próprias fabricantes avaliam qual tecnologia atende melhor ao mercado, já que a experiência do usuário pode variar entre uma condução mais elétrica ou mais mecânica.
