Oliver Laxe, diretor do filme “Sirat”, que compete com a produção brasileira “O Agente Secreto” na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2026, criticou a postura dos brasileiros que integram a Academia.
As declarações foram feitas neste mês de janeiro, durante a temporada de premiações que antecede a cerimônia marcada para fevereiro.
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Em entrevista, o cineasta afirmou: “Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros submetessem um sapato ao Oscar, todos votariam nele”.
A polêmica ganha contornos particulares pelo fato de Laxe ser casado com uma brasileira. Durante o Critics Choice Awards, o diretor esteve sentado próximo a Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho, ambos representantes do cinema nacional.
Apesar das críticas ao que classificou como ultranacionalismo, Laxe utilizou termos como “brilhante” e “ótimo filme” ao se referir à produção brasileira concorrente.
Favoritismo na disputa
A publicação especializada Variety não considera “Sirat” como favorito na categoria. Segundo a revista, o favoritismo está com o trabalho dirigido por Kleber Mendonça Filho.
Até o momento, não foram divulgadas manifestações oficiais da equipe de “O Agente Secreto” ou dos membros brasileiros da Academia em resposta às declarações de Oliver Laxe.
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Estrelado por Wagner Moura, “O Agente Secreto” tem recebido reconhecimento internacional desde seu lançamento em novembro de 2025. A produção se passa na década de 1970 e narra a história de Marcelo, um professor universitário que foge de São Paulo para Recife para escapar da perseguição da ditadura militar brasileira. Ao chegar durante o Carnaval, ele descobre que está sendo vigiado pelos vizinhos.
O elenco do filme brasileiro conta também com Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Isabél Zuaa, Alice Carvalho, Udo Kier e Thomás Aquino, entre outros atores.
