As Defesas Civis estadual e municipais de Congonhas e Ouro Preto foram mobilizadas após um extravasamento de água com sedimentos em uma estrutura da mineradora Vale. O incidente ocorreu neste domingo (25/01) no distrito de Pires, localizado na divisa entre as duas cidades da região Central de Minas Gerais. O vazamento atingiu instalações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que opera nas proximidades.
O problema foi registrado em uma cava da Mina de Fábrica, pertencente à Vale. Até o momento, não há registro de feridos ou comunidades afetadas pelo incidente. A Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas está no local realizando avaliações para determinar a extensão dos possíveis danos.
Nota da mineradora
Em comunicado oficial sobre o ocorrido, a Vale confirmou o “extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto”. A empresa também informou que já tomou as providências necessárias.
“Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas. A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”, declarou a mineradora.
Avaliação de impactos
O Corpo de Bombeiros informou que, até o fechamento desta matéria, não foi acionado para atender a ocorrência. Não foram divulgados detalhes sobre a dimensão total dos danos materiais ou ambientais provocados pelo incidente.
Data coincide com tragédia
O extravasamento ocorreu na mesma data que marca sete anos do rompimento da barragem B1 da Vale em Brumadinho. A tragédia, ocorrida em 25 de janeiro de 2019, resultou em 272 mortes e causou severos danos ambientais, incluindo a contaminação do rio Paraopeba, um dos principais afluentes do São Francisco.
