A Polícia Civil de São Paulo recebeu uma denúncia sobre o possível avistamento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, em um hotel no bairro da República, no Centro da capital paulista. A informação, registrada na noite de sábado (24/01), indica que as crianças teriam sido vistas por volta das 18h. Os irmãos estão desaparecidos desde 4 de janeiro, quando sumiram no povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo já notificou as autoridades maranhenses sobre a denúncia para que as ações sejam coordenadas entre os dois estados. Até o momento, não existe confirmação oficial de que as crianças avistadas sejam realmente Ágatha e Allan.
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Investigação em andamento nos dois estados
A SSP do Maranhão informou que todas as denúncias recebidas são verificadas, seja em parceria com forças policiais de outros estados ou com o envio de equipes maranhenses quando necessário.
O caso completa 22 dias nesta segunda-feira (26/01). As buscas no Maranhão passaram por uma mudança de estratégia recentemente, após três semanas de operações intensivas sem localizar os irmãos.
“Qualquer informação diferente disso é falsa”, declarou o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, ao esclarecer que todas as pessoas ouvidas até agora foram na condição de testemunhas.
Novo foco nas buscas
A força-tarefa que procura pelas crianças agora atua de forma mais direcionada, priorizando a investigação policial e o uso de ferramentas específicas para localização dos irmãos.
Entre essas ferramentas está o protocolo Amber Alert, coordenado pela Polícia Civil maranhense. O sistema emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento ou sequestro de crianças, utilizando plataformas da Meta como Facebook e Instagram para divulgar informações e imagens das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento.
Operações extensivas no Maranhão
Nos primeiros 20 dias de buscas, as equipes percorreram mais de 200 quilômetros em operações por terra e água, incluindo áreas de mata fechada e locais de difícil acesso. As buscas no rio Mearim continuam, mesmo após a mudança de estratégia.
Um dos pontos identificados durante as investigações foi a chamada “casa caída”, onde cães farejadores confirmaram a passagem das crianças. Este local fica a aproximadamente 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola, mas considerando os obstáculos naturais como trilhas, lagoas e áreas de mata, a distância percorrida pode chegar a 12 km.
Primo encontrado ajuda nas buscas
O desaparecimento ocorreu quando os irmãos, junto com um primo de 8 anos, entraram na mata próxima ao quilombo. O primo foi encontrado três dias depois, em 7 de janeiro, por carroceiros que passavam pela região.
Após ficar internado por 14 dias, o menino recebeu alta na terça-feira (20/01) e tem auxiliado nas buscas após autorização judicial. No sábado (24/1), ele retornou ao quilombo São Sebastião dos Pretos, onde vive com a família.
O secretário Maurício Martins alertou sobre os prejuízos causados por informações falsas: “É inaceitável e irresponsável a disseminação de notícias falsas sobre o desaparecimento das crianças no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Boatos apenas ampliam a dor da família e prejudicam diretamente os trabalhos de busca.”
